Jovem viaja 2 mil Km para doar medula óssea a desconhecido

Giovanna internada para doar medula óssea - Foto: Giovanna Venarusso Crosara/Arquivo pessoal
Giovanna internada para doar medula óssea - Foto: Giovanna Venarusso Crosara/Arquivo pessoal

Que prova de amor ao próximo! Uma jovem do interior de São Paulo fez uma viagem longa, em plena pandemia, por um motivo nobre: doar medula óssea para salvar uma vida, mesmo sem saber de quem.

O ato solidariedade, empatia e compaixão foi da estudante de psicologia Giovanna Venarusso Crosara, de 24 anos. Ela mora na cidade de Lins e viajou até Recife, em Pernambuco, a 2.199 Km de distância, para fazer a doação.

Em 2016 Giovanna se inscreveu no Redome, Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea e só agora, 4 anos depois, foi chamada porque encontraram um paciente 100% compatível com ela.

“O tempo todo, principalmente quando eu sentia algumas dores, eu pensava assim: a pessoa que vai receber a medula provavelmente deve ter passado por situações muito mais complicadas”, disse ao G1.

A ligação

“Em outubro [de 2020] eles [do Redome] me ligaram e disseram tinham a possibilidade de eu ser compatível com algum paciente, e eu fiquei surpresa. Aí eu precisava fazer um outro exame para confirmar a compatibilidade”, lembra Giovanna.

A jovem foi até o hemocentro de Marília para tirar uma amostra de sangue e enviar os resultados ao Redome.

Em dezembro, a equipe retornou a ligação e confirmou que Giovanna era 100% compatível com um paciente que estava precisando de um transplante de medula óssea.

No dia 11 de janeiro, a jovem viajou para Recife, com as despesas pagas pelo programa, para fazer mais alguns exames e, no dia 23, partiu novamente para o estado do Pernambuco com uma amiga para se internar e fazer a doação.

“Fiz exame de Covid, tomografia, exame de sangue e tomei uma injeção para estimular minha medula. Minha doação foi no dia 25, deram sedativo, fiz o procedimento e não vi nada, só acordei na salinha de recuperação”, relata Giovanna.

A jovem teve alta no dia seguinte e voltou para casa.

Curiosidade

Ela disse que agora vive com a curiosidade de descobrir quem recebeu a sua medula, o que só pode ocorrer um ano e meio após a doação, se as duas partes quiserem.

“Com certeza faria de novo [a doação]. A gente se coloca em riscos maiores em outros momentos da nossa vida, então por que não doar? É incômodo, mas isso pode salvar a vida de alguém.”

Como doar

Para ser um doador de medula óssea, ligue para o hemocentro mais próximo para saber se é possível se cadastrar.

O cadastro é nacional e, por isso, você pode ser compatível com pacientes do Brasil inteiro. Veja a lista de onde é feito o cadastro.

No hemocentro, o doador colhe um pouco de sangue e preenche uma ficha. Depois o sangue é analisado para identificar as características genéticas do doador e cruzá-las com os dados dos pacientes que precisam do transplante, para determinar a compatibilidade.

Esses dados são enviados ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que entra em contato quando houver um paciente com possível compatibilidade.

Giovanna no hospital - Foto: Giovanna Venarusso Crosara/Arquivo pessoal
Giovanna no hospital – Foto: Giovanna Venarusso Crosara/Arquivo pessoal
Giovanna no hospital - Foto: Giovanna Venarusso Crosara/Arquivo pessoal
Giovanna no hospital – Foto: Giovanna Venarusso Crosara/Arquivo pessoal
Foto: Giovanna Venarusso Crosara/Arquivo pessoal
Foto: Giovanna Venarusso Crosara/Arquivo pessoal

Com informações do G1