Egito descobre cidade perdida há mais de 3 mil anos

Pesquisadores do Egito anunciaram a descoberta de uma cidade perdida, de aproximadamente 3,4 mil anos.
Aten, como era conhecida, teria sido fundada pelo rei Amenhotep III, que governou o Egito de 1391 a 1353 a.C.
Os arqueólogos acreditam que o local, na margem ocidental do rio Nilo, foi um dos principais centros urbanos do país naquela época.
A cidade ficava próxima a alguns dos monumentos mais conhecidos do país, na cidade de Luxor.
Segundo os arqueólogos, o achado pode ser o mais importante em quase 100 anos.
Centro Urbano
As pesquisas sobre Aten, que foi localizada na última quinta-feira, 6, devem continuar.
“A descoberta desta cidade perdida é a segunda mais importante da arqueologia desde a tumba de Tutankhamon”, disse em um comunicado a professora de egiptologia Betsy Bryan, da Universidade Johns Hopkins, que participou da missão.
Betsy complementou, dizendo que as ruínas de Aten, “vão nos proporcionar um raro retrato da vida dos antigos egípcios, em um momento que pode ser considerado o auge do império”.
Cidade de reis
Zahi Hawass, líder da missão, informou que outros grupos já procuraram por Aten há anos, mas nunca a encontraram.
As escavações começaram em setembro por outra razão: o grupo queria achar o templo mortuário de Tutankhamon. No entanto, encontraram um povoado inteiro!
“Em poucas semanas, para a surpresa de todos, contornos de paredes com tijolos de barro começaram a aparecer, por todos os lados.
O que os cientistas descobriram foi o local de uma grande cidade em bom estado de preservação, com paredes quase completas e cômodos cheios de objetos de uso cotidiano, preservados por milhares de anos”, diz o comunicado.
Além de casas, uma padaria e um centro administrativo, os arqueólogos encontraram um grande cemitério.
Desvendando a história
“A expedição já está trabalhando nesses locais e nossa missão espera encontrar mausoléus ainda intocados, cheios de tesouros”, diz o comunicado.
A cidade perdida é mais uma, de uma série de descobertas recentes feitas no país.
Todos esses achados ajudam compor melhor o panorama das dinastias que governaram o antigo Egito.
O governo atual espera que as novidades ajudem a reviver a indústria do turismo, a principal fonte de renda do país, prejudicada pela instabilidade política e a pandemia do coronavírus.
Por Monique de Carvalho, da redação do Só Notícia Boa – Com informações de R7.

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