Formatura: 30 mil jovens e adultos das periferias abandonaram o analfabetismo no Brasil

Que cena mais linda. A foto da formatura desses 7 mil jovens e adultos brasileiros de Pernambuco, que deixaram o analfabetismo no passado, tem muita simbologia envolvida. Ao todo, foram 30 mil formados em 11 estados.
O evento, realizado no final do mês no Recife (PE), é a prova de que é preciso oferecer oportunidade para ajudar a transformar a vida das pessoas que vivem em regiões mais distantes, no campo e nas periferias. É cidadania!
Com o poder da leitura esses brasileiros ganham também autonomia, direitos básicos, possibilidade de emprego melhor, renda e acesso a serviços, às redes sociais e a conhecer os próprios direitos. É um mundo que se abre para eles.
O que muda
Eles ganharam independência. Chega de pedir para alguém ler documentos, jornal, livros, revistas… é sobre ter as próprias escolhas e sair da vulnerabilidade.
Agora eles trambém poderão concorrer a vagas de emprego que exigem leitura e escrita como requisito mínimo.
Fora que isso incentiva outras pessoas da família a seguirem o mesmo caminho do estudo.
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De onde são os formandos
O programa do MEC (Ministério da Educação), faz parte do Pacto de Superação do Analfabetismo e Qualificação de Jovens e Adultos. Ele é feito em parceria com o MST, com o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), com o Incra e com o Projeto Mãos Solidárias.
E ao chegar com o canudo nas mãos, esses novos formandos provocam impacto na comunidade, que também vai querer estudar.
Além disso, o lançamento do CadEJA, cadastro voltado à Educação de Jovens e Adultos, vai facilitar a identificação de quem ainda precisa ser alfabetizado e amplia o alcance das próximas etapas do programa.
Entender seus direitos
Sabendo ler e escrever esses brasileiros agora poderão entender melhor sobre os seus direitos como cidadão, cobrar das autoridades, acompanhar decisões do país e participar da vida social brasileira com mais autonomia.
Isso também reduz em parte a desigualdade no Brasil. Um trabalho que não pode parar.
Parabéns aos formandos!

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