Empreendedoras usam afeto e melhoram vendas de sequilhos na pandemia

Mesmo na pandemia, em que o empreendedorismo feminino teve mais prejuízo, duas amigas conseguiram melhorar as vendas de sequilhos com um diferencial: o afeto como ingrediente de sucesso.
Elas uniram suas inquietudes na vida, montaram uma sequilharia artesanal e hoje se sentem realizadas com o negócio que criaram, a Lindah Sequilhos.
As empreendedoras contam que buscaram se aproximar mais dos clientes, mesmo com o isolamento social, para vender mais que simples produtos, mas proporcionar uma experiência afetiva para quem consumisse seus sequilhos.
“O sequilho lembra muito as avós, né? E nós temos isso como base: resgatar momentos. Sofremos muito quando começou a pandemia porque sempre fomos de abraçar nossos clientes. Tem alguns que viraram amigos mesmo”, explica Vanessa Lemos.
Foi assim que Vanessa e a Priscila Cardoso, conseguiram se manter com os biscoitinhos durante a pandemia, que afetou principalmente os negócios comandados por mulheres, conforme aponta pesquisa do Sebrae.
De acordo com a pesquisa, em 2020, o país tinha 8,6 milhões de mulheres empreendedoras, o que significava 33,6% em comparação com os homens 66,4%. Em 2019, sem a pandemia, a realidade era um pouco melhor sendo a presença feminina correspondente a 34,5% do total de empreendedores. Ou seja, a pandemia contribuiu para uma queda de 1,3 milhão de mulheres à frente de um negócio.
Felizmente, Vanessa e Priscila não fazem parte dessa estatística.
Educação foi essencial na trajetória
Além do afeto, o conhecimento tem sido fundamental para o sucesso do negócio das amigas.
Segunda pessoa da família a se formar em um curso superior, com ajuda de uma bolsa de estudo do Educa Mais Brasil, Vanessa também aplica ensinamentos que aprendeu na faculdade de administração na sequilharia, mostrando que é fundamental a especialização para construir uma boa trajetória.
Criatividade, gestão de negócios e empreendedorismo também são outros ingredientes que ajudam a manter a produção ativa. O que antes era só uma forma de ganhar um dinheiro extra, passou a ser o principal caminho para a realização profissional das sócias.
“Nós começamos como um plano B e, quando fomos vendo que estava dando certo, comecei a me dedicar exclusivamente. Quando começou a crescer, vimos que era o que realmente queríamos fazer na vida. De lá pra cá, já são cinco anos e crescemos bastante”, comemora Vanessa, que começou comercializando quatro ou cinco sabores e hoje já tem mais de 30 sabores no cardápio.
Atualmente, elas trabalham para concretizar outros projetos. “Nosso sonho é ter um espaço onde os clientes cheguem para consumir nossos sequilhos. Não queremos só que a gente leve os produtos até as pessoas. Estamos caminhando para isso”, planeja.
E isso, claro, só será possível com a parceria que cultivam com os clientes.
Quando alguém compra um sequilho da Lindah, não está apenas pagando pelo produto com dinheiro, mas ajudando a construir um sonho. “Nossa sequilharia não vende apenas produtos, vendemos o talento de criar e amor pelo que fazemos”, concluiu Vanessa.
Veja um pouco da história da Vanessa contada para o Educa Mais Brasil
Com informações da Agência Educa Mais Brasil

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