País mais feliz do mundo procura mão de obra estrangeira

Finlândia quer levar até 30 mil trabalhadores por ano - Foto: reprodução / Business Finland
Finlândia quer levar até 30 mil trabalhadores por ano - Foto: reprodução / Business Finland

Já pensou em morar no país mais feliz do mundo? Um lugar com alta qualidade de vida, liberdade, igualdade de gênero, com pouca corrupção, crime e poluição? A Finlândia está procurando trabalhadores estrangeiros.

Apesar de se líder do ranking do World Happiness Report 2021, a Finlândia está com a mão de obra cada vez mais escassa e quer levar imigrantes para o território.

O país com 5,5 milhões de habitantes tem poucos jovens entrando no mercado de trabalho e muitos idosos se aposentando. Além disso, a taxa de natalidade também é baixa no país escandinavo.

E para movimentar a economia, manter os serviços públicos e cobrir o déficit previdenciário, o jeito é investir em programas de incentivo migratório.

A Finlândia quer aumentar de 20 mil para 30 mil por ano o número de estrangeiros que chegam anualmente para morar por lá, apesar de haver rejeição na sociedade a imigrantes, que relutam em empregar pessoas de fora.

Para isso, o governo finlandês tem apostado alto no programa Talent Boost, semelhante a projetos implementados com sucesso por Portugal na última década.

O projeto prioriza trabalhadores de áreas como saúde, metal-mecânica e tecnologia da informação. Startups também são muito bem-vindas por lá.

Preferência por homens solteiros

Para reverter o quadro de ser o país com maior escassez de trabalhadores qualificados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), algumas startups finlandesas se juntaram para criar um site de recrutamento, a fim de atrair talentos estrangeiros.

As startups “disseram-me que podem fazer com que qualquer pessoa no mundo venha trabalhar para elas em Helsinque, desde que sejam solteiros”, disse o prefeito da capital, Jan Vapaavuori.

O motivo é que lá sobram empregos para homens e faltam vagas para mulheres.

“O problema é que suas mulheres enfrentam sérias dificuldades para conseguir um emprego decente”, concluiu o prefeito.

Com informações da RFI