Estudo mostra que vacina da gripe pode reduzir gravidade da Covid

A pesquisa é da Universidade de Miami e foi realizada com 75 mil pacientes com covid-19 - Foto: Agência Brasil
A pesquisa é da Universidade de Miami e foi realizada com 75 mil pacientes com covid-19 - Foto: Agência Brasil

Mais uma arma contra a Covid-19 e desta vez com uma vacina que já estamos acostumados. Um estudo mostra que pessoas vacinadas contra a gripe estão parcialmente protegidas de sintomas graves.

A pesquisa é da Universidade de Miami e foi realizada com 75 mil pacientes com covid-19.

Lembrando que no Brasil, o Ministério da Saúde ampliou no início de julho a campanha de vacinação contra a gripe para toda a população acima dos seis meses de idade.

Gravidade reduzida

Os pesquisadores compararam os dados de 37.377 pessoas que receberam vacina contra a gripe, com os de outros 37.377 infectados com SARS-CoV-2 que não foram vacinados contra a gripe.

Aqueles que receberam a vacina contra a gripe tiveram redução significativa de sintomas como acidente vascular cerebral, trombose venosa profunda e infecções generalizadas, além de menor probabilidade de internação em UTI.

Os resultados do estudo foram apresentados em uma reunião online da Sociedade Europeia de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas.

Segundo a pesquisa, pacientes com covid-19 que não foram vacinados contra a gripe apresentaram risco até 58% maior de terem um derrame e até 45% maior de sofrer infecções graves.

Eles também eram mais propensos a serem internados em uma UTI.

Alerta

Embora relacionada com a redução de sintomas graves da doença, a vacina contra a gripe não reduziu o número de mortes por covid-19.

“É muito importante enfatizar que recomendamos absolutamente a vacina contra covid-19 e de forma alguma sugerimos que a vacina contra a gripe seja um substituto”, disse Devinder Singh, autor do estudo e professor de cirurgia clínica da Universidade de Miami.

Outras pesquisas realizadas durante a pandemia também apontaram que a vacinação contra gripe pode causar alguma proteção contra o novo coronavírus.

Com informações da Exame