Detento soluciona problema de matemática sem resposta há anos

Um problema de matemática que estava sem solução há anos, foi resolvido por um detento autodidata. Mais que isso: depois disso, ele encontrou sua missão!
Christopher Havens, de 40 anos, está preso há 9 anos por assassinato. Nesse tempo, ele se dedicou a aprender matemática dentro da cadeia e tem obtido grandes resultados.
Ele frequenta a biblioteca do presídio e descobriu que pode ajudar, inclusive, na formação de outros detentos. Exatamente o que tem feito. A administração da casa de detenção informou que tudo o que Christopher aprendeu foi depois da prisão.
E lá dentro ele conseguiu solucionar uma questão matemática que só foi resolvida pelo antigo matemático grego Euclides, o que chamou a atenção de todos para o talento do prisioneiro.
Autodidata
Christopher aprendeu sozinho os fundamentos da matemática superior. Inclusive, ele chegou a escrever uma carta, solicitando edições do Annals of Mathematics, um jornal renomado na área, porque já tinha resolvido todas as questões dos livros da prisão.
Ele escreveu que os números se tornaram uma “missão” e que decidiu usar o tempo na prisão para se aperfeiçoar. No entanto, lamentou na carta, que ele não tinha ninguém para discutir tópicos matemáticos complexos.
Questão sem solução
O diretor do jornal então enviou a carta de Christopher para a sócia dele, Marta Cerruti, que é filha de um professor de matemática.
Umberto Cerruti, pai de Marta, não acreditou quando ouviu a história do detento. Cético, ele então escreveu pessoalmente para Christopher e o enviou um problema que testaria, de fato, os conhecimentos dele.
A questão envolvia teoria dos números e frações contínuas. Essa teoria é usada, por exemplo, na criptografia moderna, que é de importância decisiva hoje em dia em segurança nos bancos e nas finanças e nas comunicações militares.
A questão foi solucionada uma única vez, pelo antigo matemático grego Euclides. De lá para cá, nenhum grande estudioso conseguiu a resposta.
E então veio Christopher para mudar as estatísticas.
Umberto conta que poucas semanas depois de ter escrito para o detento, ele recebeu uma carta com uma folha dentro, contendo a fórmula bastante extensa e resolvida.
Mais estudo
Durante os 16 anos restantes de pena, Christopher conta que deseja continuar a estudar outros tópicos matemáticos.
Para ele, fazer matemática é uma forma de pagar a “dívida” que tem com a sociedade.
Marta Cerruti manteve várias conversas com o prisioneiro depois disso
Christopher disse que, após sair da prisão, quer se formar em matemática.
Com informações de DW

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