Pôneis levam alegria a crianças internadas com câncer em SP

Dois pôneis agora ajudam crianças internadas com câncer no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. Os equinos têm uma sensibilidade incrível com pacientes, como já mostramos no Só Notícia Boa.
De acordo com o Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (Itaci), a visita “potencializa a recuperação de pacientes infantis” porque oferece melhora emocional e psicológica, o que aumenta a receptividade ao tratamento convencional com radio e quimioterapia.
Os cavalinhos Nemo e Caramelo começaram este mês a levar alegria aos pacientes. Eles farão visitas mensais às crianças e adolescentes, assistidos pela equipe da Sociedade Hípica Paulista, como parte da terapia no Hospital das Clínicas.
Mais de 5,5 mil crianças fazem tratamento contra o câncer no Instituto, e 30 estão internadas.
A ideia
A “pôneiterapia” surgiu do pedido de um dos pequenos pacientes do HC.
Bryan Amaro de Andrade ficou internado durante sete meses para tratar a doença e revelou que seu sonho era conhecer um cavalo.
Em maio, ele foi levado para uma visita à hípica e a injeção de ânimo surtiu efeito no tratamento: ele teve alta 35 dias depois, segundo Kátia Regina Oliveira, coordenadora administrativa do Instituto.
Depois que o pequeno teve alta, as equipes do hospital e da hípica transformaram seu sonho em projeto.
“A primeira visita aconteceu no último dia 14 e não preciso dizer que foi um sucesso! As crianças ficaram maravilhadas e proporcionaram momentos de muita emoção a todos presentes”, disse Kátia.
A seleção de pacientes
Ela contou que as crianças são selecionadas de acordo com as condições em que se encontram.
“Eles penteiam, montam nos pôneis, dão comida e passam ali meia hora com os equinos”, comenta.
Durante as visitas, seis crianças podem conhecer os animais, tanto para evitar estresse nos bichos quanto cansaço nas crianças.
“Nossos pacientes ficam muito tempo internados, então, eles precisam de alguma coisa para ver o ambiente exterior”, destaca Kátia.
Segurança
Para realizar a parceria, segundo a coordenadora, foi preciso entrar em contato com a comissão de infecção hospitalar, analisar o espaço em que aconteceriam os encontros e registrar o Itaci na Secretaria da Agricultura, para comprovar que o ambiente não tinha outros contaminantes.
“Então, nós começamos a fazer as visitas que são mensais. Já fizemos a primeira e agora elas acontecem mensalmente”, explica.
Como parte dos protocolos de saúde para prevenção da Covid-19, a equipe que acompanhará a terapia é testada antes dos encontros.
Com informações do Jornal da USP

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