Irmã doa rim e salva Raquel, que sofria de diabetes desde bebê

Amor de irmãs! A Raquel Tegani de Mello, de 20 anos, moradora de Sorocaba (SP), sofria de diabetes tipo 1 desde os nove meses de vida. Este mês, ela recebeu um rim da irmã e também o pâncreas de um paciente que morreu.
O resultado é só felicidade. O sorriso no rosto mostra a nova Raquel Tegani de Mello, falando sobre a recuperação após as cirurgias. Como sofria de diabetes desde bebê, ela não imaginava como é viver fora da rotina de exames de hospital.
Perdeu a visão
Raquel recebeu o rim da irmã no dia 2 deste mês, no Hospital Leforte Liberdade, em São Paulo (SP).
A jovem havia se tornado paciente renal logo após perder a visão, há dois anos.
Raquel chegou a passar por 12 cirurgias em um dos olhos e uma cirurgia em outro. Ela perdeu a visão aos 19 anos e, por causa dos anestésicos, teve o rim afetado.
Aos poucos, ela precisou se adaptar à nova realidade que vivia.
“De início foi muito difícil, primeiro porque, para aceitar que perdi a visão, foi muito doloroso. Não achei que ia me adaptar tão rápido. Quando eu descobri que conseguia mexer no celular sozinha, foi uma felicidade da minha vida.”
A jovem começou a ser atendida na Fundação Dorina Nowill para Cegos, em São Paulo, onde conheceu outras pessoas que passavam pela mesma situação. Atualmente, ela sonha em se tornar massoterapeuta para trabalhar com reabilitação.
“Agradeço todos os dias porque têm famílias que dizem ‘sim’ para a gente poder viver. Espero que as pessoas continuem doando, porque isso salva vidas e a vida tem que continuar.”
Recebeu rim e pâncreas
Além do rim, ela também recebeu um pâncreas.
Raquel recebeu alta no último dia 13 de abril e se recupera em casa.
Ela fará acompanhamento médico nos próximos três meses e não precisa mais fazer tratamento para diabetes devido ao transplante.
“Eu estou curada e vivendo uma vida que eu nunca tive. Agora, tenho duas datas de aniversário, foi como se tivesse nascido de novo aos 20. Minha irmã fez a doação por carinho, não hesitou em falar ‘sim’. Pela primeira vez me sinto viva.”
E ela agradece:
“A vida realmente sorriu para mim. Quando a gente acha que não está sendo escutado, pedimos muito por uma resposta e não vem, mas tem uma hora que aparece uma luz no fim do túnel. O ‘sim’ que uma família me deu permitiu que eu pudesse sorrir de novo.”
A irmã
A irmã de Raquel, Giovanna Tegani de Mello, de 26 anos, também se recupera em casa e passa bem.
As duas eram 100% compatíveis e não tiveram intercorrências após o procedimento.
“A vida toda eu rezei a Deus ou qualquer coisa para conseguir ajudar de alguma forma. Nada resolvia, mas agora resolve. Então, é verdadeiramente minha meta de vida”, relata Giovanna.
Após o transplante, a família registrou, por meio de um vídeo, o momento em que as duas conversaram na sala de operação, segurando as mãos uma da outra (assista acima).
“Eu te amo muito, obrigada, de verdade, você melhorou minha vida”, disse Raquel para Giovanna. A jovem respondeu, no vídeo, que não havia nada para ela agradecer.
Com informações do G1

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