Educador físico ajuda na criação da 1ª liga de atletas transplantados

Atletas transplantados sim!!! Para quebrar as barreiras e os mitos que existem em torno de quem passa por um transplante, o educador físico Ramon Lima, de 40 anos, ajudou a criar a Liga Nacional de Atletas Transplantados.
A ideia surgiu em 2020, quando o próprio Ramon precisou de um transplante de rim e sentiu como é a vida após a cirurgia.
“Foi preciso superar limites e medos. Apenas depois de conhecer atletas transplantados percebi que poderia percorrer o caminho do esporte, que já fazia parte de mim”, revelou.
Vida comum após o transplante
Entre 2010 e 2020, 124.730 brasileiros e brasileiras receberam transplantes de órgãos, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos.
Após o transplante, o paciente precisa passar por um processo de acompanhamento para saber se o organismo vai se acostumar com o novo órgão, sem rejeição.
Algumas pessoas conseguem passar tão bem por esse processo que podem retornar a uma vida comum.
O esporte, então, passa a fazer parte da rotina e, como defende Ramon, essas pessoas podem sim treinar e competir.
Incentivar práticas esportivas
E foi acreditando nisso que o educador físico passou a incentivar pacientes à prática esportiva.
“Vi no esporte uma maneira de divulgar a doação de órgãos e desmistificar a ideia de que transplantado é alguém com muitas restrições e que não pode se exercitar”, explicou Ramon.
Ramon já formou as primeiras equipes e quer levá-las a competições. E ele pretende reunir ainda mais atletas que são transplantados.
As competições
Para as competições, que são realizadas no Brasil, a Liga estabelece que podem participar atletas entre 4 e 80 anos, que tenham sido transplantados há pelo menos um ano.
Na inscrição, o atleta precisa estar clinicamente apto e ser treinado para os eventos.
Um dos novos desafios é representar o Brasil no World Transplant Games, uma espécie de Jogos Olímpicos para atletas transplantados. O evento vai ocorrer em abril de 2023, em Perth, na Austrália.
“Sempre pratiquei esportes. A partir da descoberta dos jogos voltados ao público que recebeu um órgão, senti vontade de competir e mostrar que os transplantados têm condições físicas de disputar eventos esportivos”, explica o professor.
Melhorar a doação de órgãos
“Hoje não vejo meu dia a dia sem atividade física e sem pensar em como melhorar a divulgação da doação de órgãos”
Para o mundial, Ramon pretende levar atletas que representarão o Brasil no Atletismo, Badminton, Basquete, Ciclismo, Dardos, Golf, Boliche na grama, Petanca, Corrida de rua, Futebol de Seis, Sprint Triathlon, Squash, Natação, Tênis de mesa, Boliche, Tênis e Vôlei.
Para ir aos eventos, a liga não tem apoiadores, nem recursos financeiros. É o atleta quem banca todos os custos.
Alguns, inclusive, fazem campanhas de arrecadação online, para que outras pessoas ajudem nas despesas.
Com informações de Novini

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