Idoso cria espaço para combater a solidão e alegria faz outros solitários se ajudarem

Quem nunca sentiu o peso da solidão? Um idoso de 78 anos que vinha se sentindo triste e sozinho criou um espaço para que pessoas que passam pela mesma situação possam encontrar gente, conversar e dar risada durante algumas horas do dia. E deu muito certo!
Phillip Jackson tem um galpão na marcenaria dele e está usando o lugar para receber essas pessoas. A ideia se tornou um sucesso e está abrindo os olhos de muita gente que vivia solitária, na escuridão, à beira da depressão – ou já estava doente e não sabia.
“’Eu posso cuidar de mim mesmo. Não preciso falar com ninguém’ [isso] é uma completa falácia. Não comunicar ajuda a nos matar”, alertou Phillip ao The Guardian.
Como surgiu a ideia
Phillip Jackson começou com o galpão depois que voltou da Austrália para a Inglaterra. Ele se sentiu um peixe fora d’água em sua cidade natal de Barnsley e precisava encontrar uma maneira de curar a crise de isolamento social que, segundo ele, não é conversando cara a cara [que se resolve], mas ombro a ombro.
Aí ele descobriu que não era o único solitário na cidade, que muitos viviam mergulhados na solidão. E se lembrou de um movimento que conheceu na Austrália, o Men’s Shed, que em português seria algo como o galpão dos homens.
“É um empreendimento comunitário onde pessoas com problemas podem vir e discuti-los com amigos”, explicou Phillip Jackson.
Quem frequenta
A faixa etária dos “Shedders”, como Phillip os chama, vai de 22 a 87 anos, o que faz sentido porque qualquer um pode se sentir solitário às vezes.
Tem desde ex-mineiros até lojistas da região que frequentam o barracão.
“Todos os seus amigos estão lá. É uma pausa nas rotinas semanais das pessoas. Isso faz com que eles saiam e conversem com pessoas semelhantes”.
Movimento crescendo
Na Austrália, de onde Phillip tirou a ideia, o movimento chamado “Men’s Shed”, tem mais de 50.000 homens com poucos amigos ou muito tempo livre.
O conceito original do movimento era reunir homens para produzirem peças de madeira, mas acabou se tornando um ponto de encontro para um café, a construção de um banco de parque, ou para ouvir problemas que alguém está vivendo uma crise no casamento.
Em 2005, havia cerca de 200 galpões masculinos operando na Austrália. Hoje, a Australian Men’s Shed Association conta com mais de 1.200 galpões masculinos.
E esses locais acabaram virando uma das opções ambulatoriais de saúde mental da Austrália, com apoio inclusive do Ministério da Saúde e Cuidados ao Idoso.
Galpões em outros países
Nos Estados Unidos já existem pelo menos 17 galpões masculinos, incluindo um no Havaí.
A ONG US Men’s Shed Association, tem inclusive recursos e ensina às pessoas como iniciar seu próprio galpão e planejar sua primeira reunião.
A ideia do Men’s Shed está chegando a outros países como o Canadá e tem aumentado também em número no Reino Unido.
Boas ideias são assim mesmo, se espalham… será que já existe algum aqui no Brasil?
E outra pergunta: por que alguém não cria o galpão feminino? Mulheres também passam por crises de solidão, não é mesmo?
Ideia lançada!
Com informações do The Guardian / GNN

Homem com sangue ultrarraro faz 545 doações e percorre 85 bancos de sangue para salvar vidas
Menina de 11 anos salva motorista de ônibus escolar que não conseguia respirar ao volante
Escola ganha nome de funcionária da limpeza que dedicou 39 anos aos alunos; vídeo
Zezé Motta adotou garoto que vivia nas ruas e ele se emociona ao contar da mãe 30 anos depois; vídeo
Menino brasileiro de 9 anos é salvo por doador de medula da Alemanha e ganha “irmão alemão”
Após boicote de Níkolas Ferreira, chef Júlio Ritta serve picanha a 500 pessoas com fome; vídeo
Brasil ainda terá 2 feriados prolongados em 2026; os dois caem numa sexta-feira
Alunas de escola pública criam colar inteligente que envia pedido de socorro para proteger mulheres
Wagner Moura e Lázaro Ramos se unem para divulgar filme brasileiro Feito Pipa ao Oscar 2027
Cães terapeutas visitam pacientes em hospital e levam carinho e esperança
Professora de 96 anos lança primeiro livro com mais de 100 poemas escritos à mão, no RS