Alunos ganham prêmio Shell com projeto sustentável para melhorar merenda escolar

Olha que legal! Um grupo de alunos de escola pública do Rio de Janeiro desenvolveu um projeto sustentável para produzir alimentos e melhorar a merenda escolar. O projeto inovador ganhou prêmio do Programa Shell de Produção.
Os estudantes são do ensino médio da Escola Estadual Monsenhor Barenco Coelho, em São Gonçalo (RJ) e com auxílio de um professor, criaram um sistema de aquaponia chamado Yby’y – que significa terra e água em tupi-guarani – e criaram um sistema que integra plantas terrestres e aquáticas com os animais.
“Os dois ecossistemas interagem e se sustentam. A excreta dos peixes funciona de adubo para as plantas”, explicou a professora de biologia e coordenadora do projeto, Renata Motta.
Tudo de olho na melhoria da merenda escolar: “Apresentamos o projeto na feira de ciências e depois ampliamos para a escola, com a intenção de aumentarmos a oferta de produtos para a merenda“, disse a estudante Beatriz Correa, do grupo Elementares.
Sistema de aquaponia
A aquaponia é um sistema de cultivo que conecta a aquacultura (criação de organismos aquáticos, como peixes, camarões, entre outros) e a hidroponia (produção de plantas sem solo, com raízes submersas na água) em um ambiente favorável para ambos.
Ela é uma alternativa para a produção de alimentos de maneira menos impactante ao meio ambiente, por suas características de sustentabilidade.
Além disso, o sistema pode ser montado com baixo custo e em espaços pequenos. Os estudantes optam por usar garrafas PET. O investimento maior foi para a compra de bombas.
O prêmio
Depois dessa experiência, o Elementares decidiu participar do Programa Shell de Educação Científica.
“Tivemos acesso a uma série de ferramentas que nos ajudou a organizar melhor o trabalho em grupo. Nesse processo, eu descobri coisas que nem imaginava”.
Além de receberem o prêmio, os estudantes, que estão concluindo o ensino médio, criaram um Clube de Jardinagem e Horta para que novos alunos possam dar continuidade ao projeto.
“O mais importante disso tudo foi saber que consigo fazer algo para mudar o lugar onde vivo, que posso mudar a imagem de quem vem da periferia e que posso até ser uma cientista”, concluiu a estudante Beatriz.
Com informações de Portal LJ

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