17 sobreviventes do terremoto na Turquia chegam ao Brasil em voo da FAB

Um grupo de 17 brasileiros sobreviventes do terremoto que atingiu a Turquia, a Síria e região chegou ao Brasil neste domingo, 12, na base áerea do Rio de Janeiro, após 14 horas de viagem.
Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) partiu rumo a Ancara, capital turca, para levar ajuda humanitária e uma equipe de especialistas para ajudar nos resgates.
Os cidadãos brasileiros e familiares – 13 adultos e 4 crianças – que escaparam da tragédia contam os dias de terror que viveram na região da tragédia. Quase uma semana depois dos tremores de 7,8 graus que atingiram a região e deixaram mais de 20 mil mortos, os efeitos ainda são intensos.
Brasileiros contam o que viveram
Em intercâmbio na Turquia, o professor brasileiro Guilherme Brito, de 22 anos, resolveu voltar para o Brasil.
“Tinha acabado de chegar. Estava bem cansado, mas muito feliz. Jantei, fui dormir, e, por volta de 4h da manhã, senti tudo tremer”, disse.
Guilherme Brito contou que sentiu um segundo tremor, ainda mais forte, quando estava fora do dormitório. Ele disse que viu pelo menos três prédios caídos e muitos com rachaduras.
O professor disse que, no momento dos primeiros tremores de terra, os termômetros marcavam em torno de 3 graus Celsius (°C), mas a sensação térmica era de -1°C.
“Começamos a andar pelas ruas com um amigo turco, e ele nos alertou para que não andássemos por ali porque havia risco de demolir, de cair. Acabei decidindo não ficar [na Turquia] justamente por isso. Minha ideia era ajudar, mas percebi que aquela zona ainda era de risco, embora não fosse uma área tão afetada. O medo começou a tomar conta.”
Uma família turca com 33 pessoas incluindo crianças e idosos encontrou abrigo em um hotel. De acordo com integrantes desta família, foram dois dias até conseguir ajuda.
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Missão humanitária brasileira
A missão humanitária brasileira é coordenada por Rafael Machado. Segundo ele, o acampamento montado, próximo ao aeroporto de Ancara, vai abrigar militares pelas próximas duas semanas. No local, estarão postos de comando e médicos e demais barracas. A equipe participou de buscas para resgate de corpos e de possíveis sobreviventes.
“Agora, com tudo instalado, nossas condições operacionais melhoram, temos mais perspectivas de responder rapidamente”, disse Rafael Machado.
A equipe conta ainda com cães farejadores. “Nossos cães também estão em campo, foram com as equipes, requisitados junto com equipamentos especiais que as equipes brasileiras possuem. É um novo cenário pra gente.”
Uma equipe da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) acompanhou os trabalhos. Veja:
Com informações da EBC

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