Após sofrer racismo vendendo cheiro verde, dona Rosa recebe onda de solidariedade; vídeo

Humilhados serão exaltados: aconteceu de novo, agora com uma mulher que sofreu racismo vendendo cheiro verde de porta em porta, no Maranhão. Ela ofereceu a verdura para um homem e ele chamou a dona Rosa Mire Peixoto, de 54 anos, de “macaca” e mandou ela por dentes na boca. Por sorte, logo depois disso apareceu uma empresária, que compra verduras dela há muito tempo. Ela acolheu a mulher, ouviu a história e gravou um vídeo para denunciar.
A dona Rosa contou para a empresária Tatiara Mandu, que ofereceu cheiro-verde a um homem que passava pela rua e sem motivo, ele começou a ofendê-la: “Ele disse para ela colocar dente na boca, que ela era muito feia e que parecia uma macaca, que nem era para ela sair de dentro de casa”, contou a empresária em entrevista ao Só Notícia Boa.
O vídeo comoveu os seguidores da empresária Tatiara Mandu e ganhou o Brasil pelas redes sociais. Ela começou uma campanha para ajudar a dona Rosa e já arrecadou R$ 20 mil para dar um recomeço a essa senhora que tem 4 filhos e vive em situação de vulnerabilidade social em um povoado chamado Cafezal, onde ela planta e colhe as verduras.
A injúria racial
Todos os dias ela caminha quase 10 quilômetros para vender cheiro-verde na cidade e garantir o sustento da casa e na última quinta-feira sofreu a maior humilhação da vida dela.
“Ela estava desesperada. Tremia muito. Era um choro que doía na alma”, lembrou Tatiara.
O caso aconteceu perto da Promotoria de Justiça da cidade e foi denunciado ao Ministério Público. Chamar alguém de “macaco” configura o crime de injúria racial, equiparado ao crime de racismo pela legislação brasileira.
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Uma corrente do bem
Além do acolhimento, a empresária conheceu de perto a realidade da família e ficou tão tocada que decidiu fazer mais do que oferecer apoio e levar alimentos para a dona Rosa.
Ela descobriu que a mulher cozinha sentada no chão, usando um fogão improvisado com tijolos porque não tem um fogão em casa.
Tatiara já anunciou vai comprar um fogão novo com o dinheiro da vaquinha. Depois, reformar a casa onde a dona Rosa mora com a família. A mobilização cresceu rapidamente e comerciantes também já começaram a enviar doações, como liquidificador, copos, cobertores e outros utensílios domésticos.
Um novo começo
Mas a empresária quer ir além da reforma da casa.
O sonho dela é montar um pequeno negócio para que dona Rosa não precise mais caminhar quilômetros todos os dias vendendo cheiro-verde.
“Meu intuito é reformar a casa dela, mas não é só isso. Quero montar um negocinho para ela vender lanches, alguma coisa que dê renda ali mesmo onde ela mora. Ela gosta de cozinhar e não quero que precise andar quase 10 quilômetros todos os dias”, explicou Tatiara.
A onda de solidariedade continua crescendo. Depois que a história ganhou repercussão, uma profissional também se ofereceu para devolver o sorriso de dona Rosa, fazendo gratuitamente um tratamento dentário para ela.
Assista ao video que deu origem a essa história de racismo contra a mulher que vende cheiro verde:
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Veja como é a casa da dona Rosa:
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