Família de catador baleado no Rio vai receber indenização de R$ 841 mil

A família do catador Luciano Macedo, baleado ao tentar ajudar a família do músico Evaldo dos Santos Rosa – que morreu em uma operação da Polícia Militar em 2019, no Rio de Janeiro – vai receber R$ 841 mil. Na ocasião, o carro em que Evaldo e a família estavam levou 62 tiros.
A Advocacia-Geral da União (AGU) e a família fizeram um acordo homologado pela Justiça Federal para o pagamento do valor, que será dividido entre familiares do Luciano. A mãe e três irmãs vão receber o dinheiro, além do pagamento de despesas com funerária, enterro e as custas do processo.
“Demonstrando louvável sensibilidade social, o Estado brasileiro reconhece, no acordo efetuado, a sua responsabilização civil, com reparação imediata aos familiares da vítima que figuravam como autores da demanda”, disse Cláudio José Silva, procurador-regional da União da 2ª Região.
Valor dividido para a família
Pelo acordo, R$ 493 mil irão para Aparecida Macedo, mãe de Luciano. E mais R$ 123,2 mil para cada irmã de Luciano, Bianca e Lucimara Macedo.
Haverá ainda o pagamento de R$ 21,7 mil a título de atrasados da pensão mensal vitalícia no valor de 1/3 do salário mínimo que será paga a Aparecida Macedo, mãe do catador.
Pelo menos R$ 3,5 mil devem ser usados para ressarcir despesas com funerárias e sepultamento e R$ 76,4 mil em honorários sucumbenciais (despesas com a Justiça).
Com a homologação do acordo pela Justiça, o processo está encerrado.
Para a coordenadora-regional de Negociação da União da 2ª Região, Débora Lerner, o acordo representa: “Importante passo para a promoção da justiça e da equidade social, bem como para a consolidação de valores democráticos e de respeito aos direitos humanos”.
Leia mais notícias boas
- Casal pagará 750 mil de indenização a idosa. 30 anos de trabalho análogo à escravidão
- Glória Perez receberá indenização de R$ 480 mil por morte da filha há 30 anos
- Mulher processa ex e ganha indenização milionária por 27 anos de serviço doméstico
Outro acordo
Luciano morreu no mesmo episódio que também resultou na morte do músico Evaldo Santos, durante uma abordagem de militares do Exército. A AGU também está em tratativas avançadas com a família do artista e a expectativa é de que o acordo de indenização seja celebrado em breve.
O catador e o músico foram mortos durante operação na qual militares buscavam autores de um roubo e dispararam contra o carro onde estava Evaldo, um Ford KA branco.
O sogro do músico foi ferido na ação, enquanto a mulher dele, o filho e uma amiga que também estavam no veículo não foram atingidos.
Nada paga, nem traz de volta essas vidas, mas justiça foi feita. E é assim que o Estado brasileiro tem que agir.
Com informações da AGU e da Agência Brasil.

Brasil registra a menor taxa de analfabetismo da história: menos de 5%
Homem da roça leva caramelo no colo para não queimar as patinhas no calor do PI; vídeo
Campanha de Dia das Crianças arrecada presentes para acolhidos no DF; saiba como ajudar
Idoso carinhoso penteia o cabelo da mulher: “Vou sempre fazer isso, Cabocla”; vídeo
Mega-Sena acumulada vai sortear R$ 85 milhões neste domingo; veja quanto o prêmio pode render
Cidades mais felizes de 2026; Happy City Index libera dados inéditos e São Paulo lidera América Latina
Gringa tem bebê prematuro no Rio e elogia atendimento que recebeu pelo SUS; vídeo
Comissária segura bebê recém-nascido para mãe exausta descansar durante voo: gentileza
Idosos “fogem” para se casar no dia aniversário de 97 anos do noivo; vídeo
Após pressão, Rádio Eldorado de SP volta ao ar em outubro: é oficial; vídeo