Câncer de mama agressivo pode ser tratado sem quimioterapia, mostra estudo

Uma descoberta revolucionária promete tratar o câncer de mama agressivo, sem sessões de quimioterapia que causam efeitos colaterais.
99% dos pacientes que receberam a terapia sem quimio não apresentaram recorrência do câncer durante os três anos de acompanhamento.
O estudo, da empresa hispano-americana especializada em pesquisa oncológica, Medsir, teve seus resultados apresentados na Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), nos Estados Unidos.
Redução gradativa
Inicialmente, a pesquisa realizada em sete países europeus pretendia reduzir, gradativamente, as sessões de quimioterapia para verificar como os pacientes reagiam.
O teste PHERGain dividiu 356 pacientes com câncer em dois grupos A e B.
O grupo A passou por sessões de quimioterapia e medicamentos, e o grupo B teve acompanhamentos com base no progresso individual da doença.
No grupo A, o teste PHERGain combinou dois medicamentos, trastuzumabe e pertuzumabe, aliados a sessões de quimio.
Já no grupo B, os medicamentos foram usados para bloquear a HER2, proteína associada ao desenvolvimento agressivo da doença.
O desenvolvimento do tumor em ambos os grupos eram acompanhados de perto com tomografias por emissão de pósitrons (PET) e a resposta patológica completa (pCR).
Ao final do período de acompanhamento, os resultados surpreenderam os médicos envolvidos na pesquisa, aplaudidos durante a apresentação de resultados.
Resultados
Na Asco, os profissionais apresentaram números relacionados à sobrevivência de pacientes do grupo B.
Mais de 95% dos doentes, que passaram por essa estratégia menos agressiva, permaneceram livres de câncer depois da cirurgia de mama.
Os dados ainda surpreendem quando mostra uma taxa de cura de 99% após 3 anos sendo acompanhados.
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Menos quimioterapia
Essa abordagem menos agressiva, que trata o câncer de mama sem quimioterapia, pode ser a saída para que pacientes que não sejam submetidos a terapias com efeitos colaterais fortes.
O doutor Javier Cortés, um dos responsáveis pelo acompanhamento dos pacientes disse que reduzir a toxicidade do tratamento contra o câncer é um dos focos do estudo.
“O achado mais notável é que após 3 anos de acompanhamento após a cirurgia, a taxa de pacientes curados foi muito alta”, disse.
Javier disse ainda que com a descoberta, a possibilidade de caminhar para tratamentos 100% livres de quimio são altas.
“Os resultados do segundo objetivo primário deste estudo nos aproximam cada vez mais do fim da quimioterapia em uma porcentagem significativa de pacientes com esse tipo de tumores”, afirmou.
Com informações de Medsir.

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