Brasil registra maior exportação da história e quer aumentar emprego e renda

O Brasil teve a maior exportação da história, para o primeiro semestre do ano, com US$ 166,2 bilhões. A balança comercial – diferença entre exportações e importações – fechou junho com superávit de US$ 10,592 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Agora a expectativa é de que esses números também façam aumentar a geração de emprego e renda com desenvolvimento sustentável aqui no país.
Com o resultado de junho, a balança comercial encerrou o primeiro semestre com superávit acumulado de US$ 45,514 bilhões, resultado recorde para o período desde o início da série histórica, em 1989.
Governo comemora
O resultado é o melhor para meses de junho e representa alta de 19,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, pelo critério da média diária.
Entusiasmado, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin anunciou em vídeo que o Brasil registra a maior exportação da história para 1º semestre do ano
Postado pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta, o video do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, diz que o governo quer com este saldo positivo incentivar a geração de emprego e renda no país.
Também, segundo Alckmin, a meta é incrementar a balança comercial preservando o meio ambiente e estimulando ações sustentáveis. (assista abaixo)
Outros resultados
Em maio, o Brasil vendeu US$ 30,094 bilhões para o exterior, queda de 8,1% em relação ao mesmo mês de 2022 pelo critério da média diária.
As compras do exterior somaram US$ 19,502 bilhões, recuo de 18,2% pelo mesmo critério.
Do lado das exportações, a queda das commodities (bens primários com cotação internacional) foi a principal responsável pela retração.
Após baterem recorde no primeiro semestre do ano passado, após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, as commodities recuaram nos últimos meses, provocando a retração nas vendas externas. A safra recorde de soja contribuiu para segurar a queda nas exportações.
No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu apenas 6,7%, enquanto os preços caíram 15,2% em média na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada caiu 3,3%, mas os preços médios recuaram 17,7%.
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Os que mais contribuem
O destaque positivo foi a soja, cujas exportações subiram 10,1% de junho do ano passado a junho deste ano por causa da safra recorde, mesmo o preço médio tendo caído 20,7%.
De acordo com o MDIC, a safra recorde de grãos foi a que mais pesou nas exportações. O volume de mercadorias embarcadas subiu 30,4% em junho na comparação com o mesmo mês de 2022, enquanto o preço médio caiu 18,2%.
Na indústria de transformação, a quantidade caiu 5,7%, com o preço médio recuando 7,1%.
Na indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada subiu 12%, enquanto os preços médios caíram 28,3%.
Os produtos com maior destaque nas exportações agropecuárias foram milho não moído (-13,5%), café não torrado (-26,2%) e algodão bruto (-28,3%).
Impactos da guerra
Em relação aos fertilizantes, cujas compras do exterior ainda são impactadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia, a queda deve-se principalmente à diminuição de 55,2% nos preços.
A quantidade importada caiu 24,3% em maio na comparação com junho do ano passado.
Apesar da desvalorização das commodities, o governo revisou levemente para cima a projeção de superávit comercial. Para 2023, o governo prevê saldo positivo de US$ 84,7 bilhões.
Segundo o MDIC, as exportações diminuirão 1,4% em 2023 e encerrarão o ano em US$ 330 bilhões. As estimativas são atualizadas a cada três meses. As importações recuarão 10% e fecharão o ano em US$ 245,2 bilhões.
As previsões estão muito mais otimistas que as do mercado financeiro.
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Com informações da Agência Brasil

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