Disfunção erétil: cientistas brasileiros testam veneno da aranha para remédio

Cientistas brasileiros descobriram que o veneno de uma aranha pode ajudar a tratar a disfunção erétil, problema que atinge 40% dos homens no Brasil após os 40 anos.
A aranha armadeira, Phoneutria nigriventer, da família dos ctenídeos, é uma aranha encontrada no Brasil e em países da América do Sul, considerada uma das mais venenosas do mundo. A toxina dela foi identificada por pesquisadores da Fundação Ezequiel Dias (Funed) que atua em parceria com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
“Esta, talvez, se torne a primeira vez em que uma descoberta da universidade brasileira resulta numa medicação que seja desenvolvida para todo o mundo. Acreditamos que será um caso bem-sucedido”, disse o diretor executivo da Biozeus, empresa que assumiu a patente e o desenvolvimento do fármaco, Paulo Lacativa.
Aranha armadeira
Conhecida popularmente como aranha da bananeira ou armadeira, o veneno dela é capaz de causar, especialmente em homens jovens, uma ereção involuntária e dolorosa, conhecida como priapismo.
Os pesquisadores resolveram aproveitar esta característica em favor da ciência e da humanidade.
“Nossa fauna deve ser preservada: ela é uma fonte inesgotável de moléculas bioativas, e não conhecemos nem 1% desse potencial”, afirmou a professora Maria Elena de Lima, que coordena a pesquisa.
O que é disfunção erétil
Para ciência, disfunção erétil ou impotência sexual é representada pela incapacidade persistente em obter e manter uma ereção suficiente que permita uma atividade sexual masculina satisfatória.
Vários fatores podem contribuir para que a disfunção erétil ocorra, questões de ordem orgânica, psicológicas e o próprio ambiente interferem.
Em geral, com o passar dos anos, essa capacidade erétil masculina diminui naturalmente.
Mas estudos mostram que 1 em cada 50 homens até 40 anos já apresenta a disfunção erétil.
E à medida que a idade aumenta, o problema também: 1 em cada homem 4 com 65 anos apresenta tem dificuldade de ereção.
Remédio inovador
Os estudos são coordenados pela professora Maria Elena de Lima, aposentada do Departamento de Bioquímica e Imunologia.
Em laboratório, foi desenvolvida uma molécula sintética com propriedades promissoras para o desenvolvimento de fármaco inovador e seguro para tratar a impotência sexual.
Até o momento, o peptídeo, batizado de BZ371A, já gerou 22 patentes internacionais e nove aplicadas.
“É uma pesquisa inspirada pela nossa biodiversidade, que começa com o estudo do veneno de uma aranha e está próxima de gerar um possível medicamento”, disse a professora.
Testes aprovados pela Anvisa
Aprovado para a fase 1, que é de aplicação em testes, o novo medicamento para disfunção erétil tem o potencial de atender a homens que não podem fazer uso dos medicamentos hoje disponíveis no mercado.
Autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a primeira etapa de testes clínicos já provou que o composto não é tóxico para humanos.
Em teste-piloto, realizado em homens e mulheres, os pesquisadores observaram que a aplicação tópica do BZ371A resulta na vasodilatação e no aumento do fluxo sanguíneo local, independentemente de qualquer outro estímulo, facilitando a ereção peniana.
Esses resultados indicam que o BZ371A é forte candidato a fármaco eficaz para o tratamento da disfunção sexual.
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Medicamentos no mercado
Os remédios orais disponíveis para tratar a disfunção erétil, como Viagra e Cialis, segundo especialistas, funcionam em 70% dos homens.
Nos outros 30%, como homens hipertensos ou com diabetes grave, têm alguma contraindicação, esse tipo de medicação contra disfunção erétil não é indicada.
É que nesses homens pode causar hipotensão (queda de pressão), desmaio e dor de cabeça.
Perspectivas
A empresa Biozeus Biopharmaceutical, comprou a patente do potencial fármaco, prepara para segunda etapa de ensaios clínicos da fase 2, em que o BZ371A será testado em homens prostatectomizados com disfunção erétil.
O diretor executivo da Biozeus, Paulo Lacativa, está confiante nos resultados dos testes.
Com informações da UFMG

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