Ator visita comunidade no RJ vestido de Papai Noel. “Representatividade é forte”

Querendo levar um pouquinho de alegria e representatividade para as crianças da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, o ator e diretor Rodrigo França, encarou a missão de virar Papai Noel por um dia inteirinho.
Junto com o pessoal da ONG Favela Mundo, Rodrigo ajudou a fomentar a importância da quebra de estereótipos e mostrar para os pequenos que o bom velhinho também é preto! Inclusive, o ator enfatiza sempre o engajamento dele na luta antirracista, e ressalta a necessidade de representatividade para todas as crianças
“Precisamos, cada vez mais, trazer exemplificações positivas, mesmo lúdicas. Isto cria uma imagética poderosa de autoestima para cada criança negra, pois somos beleza, inteligência e potência”, afirmou o ator.
Representatividade importa
E muito!
Um dos intuitos da visita é mostrar para as crianças pretas que o “bom velhinho” também se parece com seus familiares.
No início, o Papai Noel disse que sentiu receio.
“As crianças são muito sinceras e pouco se discutia se havia a possibilidade de personagens históricos e construídos como brancos serem negros”, explicou.
Mas o medo deu lugar à reação incrível da criança!
“Elas diziam ‘o Papai Noel se parece com meu pai, meu tio, com meu irmão”, lembrou o diretor.
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Crianças protagonistas
A parceria de Rodrigo com a ONG é antiga e começou há sete anos.
Ao longo do ano, as crianças desenvolvem várias atividades como dança, canto e aulas de instrumentos musicais.
Perto do fim do ano, os pequenos se apresentam e recebem uma visita muito especial: a do Papai Noel!
“Eles se enxergam como os grandes protagonistas e aí vem o Papai Noel para prestigiá-los”, disse.
Segundo Rodrigo, o projeto é muito importante para que os pequenos cresçam com referências.
“É fundamental dizer: ‘continue, vai dar certo e valer a pena’. Mesmo que a vida seja dura, há possibilidade de poesia, beleza e crescimento lá na frente”, finalizou.
Além de Rodrigo França, a ONG Favela Mundo também levou outros dois Papais Noéis pretos para outras comunidades cariocas: o escritor Ricardo Jaheem e Felipe Canela – visitaram as comunidades da Rocinha e Caju.
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Com informações Extra.

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