Conheça o paciente de transplante de coração que vive há mais tempo no mundo

Bert Janssen, um holandês de 57 anos, vive há 39 anos com um coração de um doador e entrou para a história ao se tornar o paciente de transplante de coração que sobrevive por mais tempo no mundo, segundo o Guinness World Records. O recorde anterior era de 34 anos.
Ele passou pela cirurgia em 1984, quando tinha apenas 17 anos. Na época, Bert foi diagnosticado com cardiomiopatia, uma doença que afeta o músculo do coração, dificultando o bombeamento de sangue pelo corpo. Os médicos disseram que ele só teria seis meses de vida.
Até então, nenhum transplante de coração havia sido realizado na Holanda, mas Bert não desistiu. O cardiologista dele, o médico Albert Mattart, o encaminhou para o Hospital Harefield, na Inglaterra, onde havia mais recursos médicos disponíveis. Por sorte, uma semana após os exames preliminares, ele conseguiu um coração compatível.
“Senti mais energia do que antes”
O transplante de coração de Bert foi o 107º realizado em Harefield.
“Quando acordei depois da cirurgia, senti mais energia do que antes”, contou Bert. “Foi bem estranho sentir tanta energia de repente”, completou.
Ele voltou para casa duas semanas depois, em 23 de junho, mesmo dia em que aconteceu o primeiro transplante de coração na Holanda.
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O corpo rejeitou o órgão duas vezes
Nos primeiros meses após a operação, Bert teve duas rejeições, o que significa que o sistema imunológico dele começou a “atacar” o novo coração.
Mas desde então, não teve nenhuma outra complicação.
A única queixa dele é que, ao longo dos anos, foi gradualmente afetado pelos efeitos colaterais dos medicamentos prescritos.
Isso o levou a ter uma postura mais crítica da comunidade médica em relação à quantidade que é realmente necessária.
Nada de ficar parado!
Desde o transplante, Bert tem levado uma vida bem ativa: ele participou várias vezes em competições esportivas para transplantados, ajudou a construir uma casa com sua esposa Petra, e trabalhou em diferentes empregos por mais de 30 anos.
Apesar de ter se aposentado em 2017 por sugestão do médico devido à diminuição da energia, Bert ainda gosta de se manter ativo, praticando regularmente atividades que o fazem se sentir bem.
“Eu nunca poderia imaginar que chegaria tão longe e sempre admirei outras pessoas que tiveram seus corações doados por mais tempo do que eu”, disse Bert. “Ficarei satisfeito se outros quebrarem o meu recorde no devido tempo”.

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