Servidoras do DF agora têm licença de 3 dias no período menstrual

Servidoras públicas do Distrito Federal que enfrentam dores intensas durante o período menstrual, agora têm direito a uma licença de até 3 dias por mês, sem qualquer desconto salarial.
A nova lei prevê a medida em casos de “sintomas graves associados ao fluxo menstrual”. Para isso, basta a funcionária apresentar um atestado médico do trabalho ou ocupacional.
O texto havia sido vetado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), mas deputados distritais derrubaram veto e a lei foi publicada nesta quarta-feira (6).
Pioneira no Brasil
A capital é a primeira unidade da Federação a implementar a licença menstrual remunerada.
“A promulgação da lei é um primeiro passo para que a gente comece a discutir a saúde menstrual. Além de reconhecer e tratar as mulheres que têm sintomas graves associados ao fluxo menstrual, é uma oportunidade para difundir informações a toda a população”, disse o deputado distrital Max Maciel, do PSOL, autor da Lei.
Ler mais notícia boa
- Absorventes gratuitos no Brasil: quem pode receber na Farmácia Popular
- Mulheres agora têm direito a acompanhante em atendimentos de saúde no Brasil
- Conheça a 1ª escola de samba só com mulheres: ‘Lugar de mulher é onde ela quiser’
Inspiração para outras regiões
O deputado ainda ressaltou a expectativa de que a medida inspire outras regiões do país a adotarem políticas semelhantes.
No âmbito nacional, ainda não existe uma legislação específica sobre o tema, no entanto, na Câmara dos Deputados, há uma proposta em tramitação que prevê a mesma licença aprovada no DF.
No Pará, um projeto semelhante foi analisado, mas acabou vetado pelo governo estadual.
A licença já existe em alguns países
Em outros países, como Japão, Taiwan, Indonésia e Coreia do Sul, já existem políticas que garantem algum tipo de afastamento remunerado para mulheres durante a menstruação.
Na Europa, a Espanha foi pioneira ao autorizar a ausência do trabalho para mulheres com cólicas menstruais. Lá, eles consideram a cólica menstrual como “incapacidade temporária”.
Já a França analisa a possibilidade de implementar uma licença menstrual remunerada.
Com informações de Agência Brasil.

Butantan amplia para 10 cidades a aplicação da vacina contra chikungunya
Cinemark libera ingressos a R$ 11 em sessões até março; veja os cinemas participantes
Corrente humana salva motociclista que caiu da ponte durante temporal
Filho de mototaxista é aprovado em 1º lugar ITA e IME, os mais difíceis do Brasil; vídeo
Polilaminina será distribuída pelo SUS, após aprovação da Anvisa, diz dra. Tatiana Sampaio
Brasileira de 4 anos ganha medalha em competição internacional de matemática
Bombeira se aposenta, ganha homenagem e se emociona: “hora de cuidar de mim”; vídeo
Começa Feirão Limpa Nome; veja onde negociar dívidas com 99% de desconto
20 anos sem Gisberta, a brasileira que virou música e obrigou Portugal a combater a transfobia
Criança interrompe missa com gatinho e pede para o padre abençoar o felino; vídeo
Autista, filha de doméstica e pai analfabeto, é aprovada em Medicina: “quebra de ciclo histórico”
Desconhecidos recolhem refrigerantes derramados na pista, devolvem ao motorista e vídeo bate 7 milhões