Injeção anti-menopausa pode atrasar ou impedir que ela aconteça

Notícia boa para as mulheres! Pesquisadores desenvolveram uma injeção anti-menopausa que pode atrasar e até mesmo impedir os efeitos desse processo da vida feminina.
Desenvolvida por cientistas da norte-americana Oviva Therapeutics, a injeção aumenta os níveis do Hormônio Anti-mulleriano (AMH), produzido nos ovários e que desempenha um papel fundamental na ovulação.
“O hormônio AMH controla o tempo de espera até a menopausa e na verdade atua como um freio nas mulheres”, explicou Daisy Robinton, bióloga molecular da companhia.
Resposta para a menopausa
Os pesquisadores estão convencidos que encontraram a resposta para o problema.
A menopausa ocorre entre as idades de 45 e 55 anos à medida que os níveis de hormônios reprodutivos, como o estrogênio, progesterona e anti-Mulleriano hormônio, diminuem.
Agora, com a injeção, que aumenta os níveis do AMH, as mulheres podem ganhar mais longevidade e ficarem livres dos sintomas como calor excessivo, cansaço, alterações de humor, dificuldade em dormir e mais.
Como funciona
A injeção, que ainda está em fase de testes, é simples, como explica a cientista:
“Poderíamos usar o AMH para retardar a perda da reserva ovariana e estender o caminho até a menopausa”, explica Daisy.
O medicamento inovador é administrado a cada poucos meses e, no momento, está sendo testado em roedores.
Evitando doenças
Além disso, quando as mulheres passam pela menopausa, o risco de doenças aumenta.
“Vemos que quando uma mulher passa pela menopausa, ela aumenta significativamente os riscos de doenças cardiovasculares, diminuições muito significativas na saúde neurocognitiva (muitas mulheres experimentaram ‘névoa cerebral’) e pode haver aumentos de ansiedade, depressão, transtornos de humor e muitas disfunções do sono”, disse a bióloga.
Logo, uma vez controlado esse processo, o risco de doenças também poderia diminuir.
“Nossos ovários e o corpo da mulher são realmente a sede da saúde de muitas maneiras – os hormônios que eles produzem fornecem uma espécie de homeostase ou qualidade de vida consistente durante os anos reprodutivos da mulher se seus órgãos reprodutivos estiverem funcionando normalmente”.
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Controvérsias na ciência
Apesar da notícia boa, há controvérsias sobre o “tratamento” contra a menopausa.
Segundo pesquisadores, a menopausa não deveria ser considerada uma condição a ser tratada, mas sim uma consequência natural do envelhecimento.
Apesar de os cientistas responsáveis pelo novo medicamento não terem apontado efeitos colaterais, há quem critique.
Isso porque a terapia de reposição hormonal, que aumenta os níveis de estrogênio e progesterona em mulheres na menopausa, aliviando os sintomas, tem sido associada um risco de câncer, coágulos sanguíneos e acidente vascular cerebral.
Por isso, as pesquisas vão continuar.
Com informações de New York Post.

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