Terapia com abraço ajuda bebês prematuros a se desenvolverem na ausência da mãe

Carinho nunca é demai e é um santo remédio! E foi sabendo disso que um hospital na Argentina teve uma ideia incrível. Os profissionais criaram uma iniciativa pra lá de especial: a terapia do abraço para bebês prematuros. Com os pais ausentes por diversos motivos, desde falecimento, dificuldades econômicas ou encarceramento, uma equipe de “abraçadores” voluntários assume turnos de 2 horas para segurar os recém-nascidos nos braços.
Estudos científicos comprovam que o contato físico promove o crescimento, proteção e neurodesenvolvimento das crianças. Os bebês abraçados tendem a ganhar peso mais rápido, experimentam menos estresse e têm uma melhor recuperação.
Mas o valor desses abraços vai além do aspecto físico. Eles são uma fonte de conforto emocional tanto para os bebês quanto para os voluntários. “Você se sente preenchida ao sentir como naquele pequeno corpo há tanto desejo de viver. Há um apego à beleza da vida”, disse Irmã Castro, professora aposentada e abraçadora voluntária há mais de 2 anos.
Sem abraços eles usam muita energia
Nancy Sánchez Zanón, chefe do Departamento de Neonatologia da Maternidade de Córdoba, na Argentina. Ela explica que, quando os bebês são abraçados, eles deixam de consumir a própria energia.
Isso porque, quando estão sozinhos, eles usam um mecanismo de sobrevivência. Se esse estado continuar por muito tempo, o bebê começa a enfraquecer.
Mas quando estão seguros nos braços de outra pessoa, são capazes de sentir o calor da pele humana e as batidas de um coração humano, e esse mecanismo de sobrevivência é desligado.
O calor humano relaxa o corpo deles
Se os bebês não podem ser abraçados pela impossibilidade de desconectar as linhas ou tubos intravenosos, os voluntários colocam a mão na incubadora e seguram a mão do bebê.
Normalmente, eles suspiram, relaxam e os corpos têm uma atividade maior.
“Uma criança fica menos estressada quando está nos braços de alguém… ela consegue regular a temperatura com mais facilidade… tem menos tendência à apneia do sono e ganha peso mais rápido do que se não estivesse ligada a ninguém”, explica Zanón, chefe do Departamento de Neonatologia da Maternidade.
Leia mais notícia boa
- Molécula no leite materno pode ajudar bebês com paralisia cerebral
- Música de Mozart alivia dores em bebês, como analgésico, diz pesquisa
- Luva inteligente de R$ 5 detecta posição fetal e pode salvar vida de bebês
A ideia do projeto
O projeto começou em 2010, inspirado por iniciativas semelhantes em Buenos Aires.
Foi então que Ana María Rognone, chefe de cuidados intermediários da maternidade, trouxe a ideia de abraçar bebês para o Hospital da cidade de Córdoba.
Mas todo o conceito veio de um programa infantil criado no Canadá com recém-nascidos de mães viciadas em heroína.
“Um amor diferente”
A palavra “amor” é repetida várias vezes pelas voluntárias do projeto, sempre acompanhada de muita emoção.
Muitas delas são mães e admitem que o amor que dão aos bebês do hospital através dos abraços é de um tipo diferente.
“Você está comprometida com um amor diferente. É dar luz, vida e amor”, disse a voluntária Susana Sassy.
Para Rognone, todas as maternidades deveriam incorporar essa iniciativa. “Cuidar não é possível só com remédio, mas com carinho”, destacou.
Com informações do El País.

Cientista mostra que rejuvenesceu 15 anos após tirar 3 alimentos do cardápio: veja quais
Bilionário brasileiro doa 60% da fortuna: “dá sentido à vida”
Idoso escreve carta pedindo para passear com cão de vizinhos e tem a melhor resposta
Vírus desvia PIX e limpa a conta pelo celular. Veja como se proteger
Avô viaja 600km de fusca para levar presente ao netinho e tem a melhor recepção; vídeo
Jabuticabeira rara, única no mundo, é encontrada no Rio de Janeiro
Novo tratamento sem quimioterapia para câncer de mama tem 93% de sobrevida em estudo
Brasileira conquista estágio no Banco Mundial e supera concorrência de 33 mil candidatos
Cientistas descobrem motivo do ronco alto para reduzir o barulho
Sábado é o Dia D de vacinação de crianças contra 20 doenças em todo o Brasil
Mega-Sena acumulada poderá pagar R$ 58 milhões neste domingo; veja os números
Idoso não queria ganhar filhote após perder cachorro: olha como eles estão hoje; vídeo