Projeto tem “terapia de acolhimento” para traumas e ajuda crianças das favelas a mudarem de vida

Uma terapia baseada em traumas está ajudando crianças criadas em favelas a desenvolver habilidades sociais, emocionais e conquistar uma nova perspectiva.
Criado por Juhi Sharma, o Projeto Phoenix é diferenciado e dá a oportunidade para jovens e crianças renascerem das próprias cinzas . Trabalhando com pessoas vulneráveis em Deli, na Índia, os participantes passam por uma terapia individual, exercícios em grupos e um treinamento focado em desenvolver aprendizagem social e emocional.
Para Rohan Balan, de 21 anos, participante da iniciativa ,o projeto foi o que ele precisava para mudar de vida. “Quatro anos atrás eu era um adolesente furioso em uma favela. Hoje eu já compus mais de 100 músicas, estou fazendo um videoclipe e a vida melhorou”, disse o rapaz enquanto cantava em uma praça na cidade.
Criadas em favelas
O foco é com crianças criadas em favelas, principalmente aquelas que vivem próximos a distritos de prostituição.
A teoria criada por Juhi é baseada em ensinar competências da vida que podem ajudar no desenvolvimento de jovens e crianças.
No Phoenix, cada história de vida de cada participante é levada em conta na hora da intervenção dos profissionais.
“Trabalhamos para melhorar a sua aprendizagem social e emocional, o que os ajudará a compreender e a resolver os seus problemas”, contou Juhi, fundadora do Projeto Phoenix.
Treinamento SEL
Até sete anos atrás, Juhi trabalhava em uma agência internacional de relações públicas.
Foi uma visita em um abrigo para pessoas em situação de rua na índia que a fez mudar de ideia e seguir um novo foco.
O treinamento de aprendizagem social e emocional (SEL) é desenvolvido a partir de desafios reais.
“Por exemplo, trabalhamos com alunos tímidos e pouco confiantes para desenvolver estratégias de comunicação eficazes e com outros para aprender a expressar os seus sentimentos de forma construtiva”, explica a mulher.
Cada estudante que topa participar da terapia é acompanhado individualmente. Os traumas são trabalhados a fim de descobrir a raiz do problema.
Assim, os problemas são tratados diretamente na estrutura, na raiz.
Quebrando o ciclo do trauma
Sohail Khan cresceu em um bordel, acompanhando a mãe, que trabalhava no local.
Ao crescer, o garoto desenvolveu uma raiva pelo trabalho da primogênita, tornando a relação entre os dois péssima.
“A terapia me fez perceber até onde minha mãe teve que ir, apenas para criar a mim e a meu irmão. Lentamente, minha raiva por ela ser uma profissional do sexo foi substituida pelo respeito, e isso me deu muita paz mental”, contou o garot.
Caso semelhante é o de Tanisha Gandhi, que tem 21 anos. A menina cresceu em um lar de idoso e quando chegou a hora de enfrentar o mundo real, mergulhou em depressão.
“Eu tinha uma timidez paralisante e tanta raiva que não conseguia fazer um único amigo. Muitas vezes eu ficava na cama por dias a fio e me perguntava por que estava vivo”, lembra.
Mas os mentores do Phoenix a ajudaram.
Ela criou coragem, se candidatou para um emprego como coordenadora de projetos e conseguiu o cargo.
“Estou orgulhosa do que conquistei nos últimos dois anos. Eu não teria conseguido sem esse apoio”.
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Planejamento futuro
E Sharma mantém os olhos voltados para o futuro.
Segundo a líder do Projeto Phoenix, o objetivo é formar lideranças comprometidas com um futuro mais justo para todas as pessoas.
“Os direitos da criança e o sistema de justiça indiano estão quebrados. Talvez possamos juntar algumas peças novamente”, finalizou.
Com informações de Positive News.

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