Adolescentes criam dispositivo que remove microplásticos da água com ultrassom e ganham US$ 50 mil

Dois adolescentes criaram um dispositivo que filtra a água e remove microplásticos. Pela invenção, eles receberam o Prêmio Gordon E. Moore, no valor de US$ 50 mil, mais de R$ 274 mil.
A ferramenta criada por estudantes do ensino médio foi capaz de retirar de 84% a 94% das partículas suspensas de uma única vez. Justin Huang e Victoria Ou são de Woodlands, no Texas, nos Estados Unidos.
“É o primeiro ano que fazemos isso”, disse Huang, orgulhoso da criação, admirada por adultos e especialistas.
Como funciona
A invenção dos estudantes usa ondas sonoras ultrassônicas, que se movem livremente pela água.
Mesmo sendo pequena, do tamanho de uma caneta, a ferramenta conseguiu capturar até 94% dos contaminantes.
O dispositivo é colocado na água e atua ali mesmo.
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O que são microplásticos
Os microplásticos são pequenas partículas de plástico que resultam da decomposição de plásticos maiores ou às vezes são fabricados como microesferas para uso em produtos.
De acordo com especialistas, essas partículas persistem no ambiente por um longo tempo e se acumulam em fontes de água e alimentos.
Mínimas e, por vezes, microscópicas, elas podem chegar aos tecidos dos rins, fígado e até do cérebro. Estudos anteriores mostraram a presença de fragmentos no coração, na corrente sanguínea e em fetos humanos.
A ideia
Para desenvolver o dispositivo, os estudantes visitaram estações de tratamento de águas residuais e esgoto perto de onde moram. Também pesquisaram sobre como captavam e processavam essas partículas.
O que chamou a atenção dos adolescentes é que não havia normas para a captação dos microplásticos e a filtragem da água. Segundo eles, isso ocorre em vários outros lugares dos Estados Unidos.
A dupla acredita que o dispositivo, em escala menor, poderá ser usado como filtro em máquinas de lavar e tanques de peixes.
Agora eles sonham em produzir a ferramenta em grande escala.
“Se pudéssemos refinar isso — talvez usar mais equipamentos profissionais, talvez ir a um laboratório em vez de testar em casa — poderíamos realmente melhorar nosso dispositivo e deixá-lo pronto para fabricação em larga escala”, disseram.
Primeiro lugar
Além do primeiro lugar na Feira Internacional de Ciências e Engenharia Regeneron, os estudantes também ficaram na liderança na categoria patrocinada pelo Google, Ciências da Terra e do Meio Ambiente, segundo a GNN.
Os estudantes acreditam que o dispositivo vai contribuir muito para o desenvolvimento sustentável porque essas partículas contaminam todos os lugares, inclusive atingem diretamente à saúde humana.
Por causa da chuva e do vento, elas se espalham no planeta.

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