Psicanalista de 97 anos monta grupo de idosos para troca de experiências; juntos são mais de 10 séculos

Inquieto e determinado, Alberto Chab é do tipo que busca sempre algo novo para fazer. Aos 97 anos, o psicanalista não para: aproveitou a onda das redes sociais e criou um grupo de idosos para que troquem experiências.
Claro que a ideia desse cubano, naturalizado argentino, viralizou em pouco tempo. O médico ainda estabeleceu uma ordem: só entra 90+. O grupo “Noventa e contando”, cuja base é Buenos Aires, na Argentina, tem página nas redes sociais e cada vez mais adesões.
Incentivado pelos filhos e netos, Alberto observou que a maior queixa dos 90+ era a solidão. Assim, ele decidiu que, além dos encontros virtuais, também haveria reuniões presenciais. A iniciativa é um sucesso. As histórias são ótimas: pessoas que reencontraram o amor aos 80 e 90 anos, outras que seguem trabalhando, e há aquelas que optaram por viajar o mundo.
Cada vez mais vida
Nas redes sociais, Alberto Chab tem mais de 256 mil seguidores. É considerado um influenciador na Argentina. Constantemente, é convidado a dar entrevistas e falar sobre o projeto “Noventa e contando”.
“Tudo começou quando comentei na minha família que queria reunir gente da minha faixa etária para explicar como todos chegaram tão bem à nossa idade. Foi aí que minha neta Zoe disse: ‘Simples, vovô, vamos fazer um vídeo e o senhor faz o convite’”, contou o psicanalista.
A partir daí, Alberto recebeu mais de 2,5 mil e-mails de idosos interessados em participar do grupo. Às gargalhadas, ele conta que quando se reúnem ultrapassam dez séculos. “Quando estamos juntos somos mais de 1000 anos”, afirmou.
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Experiência pessoal
Alberto conta que se sentiu muito sozinho quando sua mulher morreu. Mas, há cinco anos, reencontrou o amor ao lado de uma grande amiga, Mary, que também estava viúva. Um exemplo de como o amor renova e de que sempre é tempo de viver.
Com base em sua experiência, o psicanalista incentiva o grupo de idosos, que chama de “movimento”. De acordo com ele, é um espaço para troca de experiências, escuta mútua e novas conexões.
O projeto cresceu tanto que o médico recebeu ofertas para realizar as reuniões em um teatro, para que mais pessoas possam participar. O objetivo dele agora é criar um programa de televisão para entrevistar pessoas que superaram a solidão e compartilhar suas histórias inspiradoras com o público.

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