Gêmeas filhas de faxineira passam em Medicina e Letras na federal

A histórias dessas duas gêmeas, aprovadas em Medicina e Letras em uma universidade federal, é um exemplo de superação: elas são de escolha pública, filhas de uma faxineira, e estudaram muito para mudar de vida. Agora o novo sonho é comprar uma casa para a mãe.
Mesmo com tantos desafios, as irmãs Evellyn e Ellen Souza, de São João Nepomuceno (MG), jamais desistiram e conquistaram suas vagas na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Evellyn em Medicina e Ellen em Letras. Para a mãe, o feito é motivo de orgulho.
“Foi motivo de muita alegria, pois é o meu sonho ver elas [sic] formadas. A sensação que eu sinto é de orgulho. sempre foram meninas muito estudiosas, que nunca deram trabalho. São minhas amigas, minhas companheiras, que me ajudam em tudo. Fico muito feliz por elas”, disse Mirian de Souza em entrevista ao G1.
Rotina e dedicação
Para alcançar as vagas, as irmãs conciliavam os estudos com o trabalho. A mãe, que trabalhou desde muito cedo, sempre prezou que o caminho das filhas fosse diferente.
Enquanto Evellyn era secretária em um consultório odontológico, Ellen atuava na Escola Municipal Coronel José Braz.
Mesmo com a rotina puxada, a dupla encontrava tempo para estudar, principalmente com materiais online e aplicativos educativos.
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Inspiração para os cursos
Segundo Evellyn, a inspiração para cursar Medicina veio dos conselhos da irmã mais velha, Wanessa.
“Eu pensava que medicina não era para mim, que seria muito difícil e estaria fora da minha realidade.Pensei em fazer psicologia, mas a Wanessa me deu apoio e incentivo para que eu tentasse medicina”, explicou.
Já Ellen descobriu a paixão pela educação quando começou a atuar como Jovem Aprendiz em uma escola.
“Comecei a trabalhar na Escola Municipal Coronel José Braz e, certo dia, uma professora precisou ir rápido para uma reunião e eu fiquei na sala com algumas crianças. Foi lá que eu me vi naquela área. Mesmo que por um curto período, eu gostei da experiência, e me vi ingressando na área da Educação.”
Emoção da aprovação
A ansiedade para o resultado foi grande.
“O resultado era pra ter saído no domingo, mas atrasou. Ficamos muito ansiosos atualizando o site [da UFJF]. No outro dia de manhã minha irmã me acordou falando que eu passei. Vi o resultado e vi que eu também tinha sido aprovada. Passamos o dia todo comemorando”, lembrou Evelly.
Animadas com o início das aulas, elas devem tudo, principalmente os ensinamentos, à mãe.
“A gente quis dar esse orgulho para nossa mãe. A gente estudou pensando na faculdade. Confesso que tá sendo algo muito novo. Muitas pessoas dizem que é difícil entrar numa faculdade federal, mas nada é difícil, se a gente se esforçar a gente consegue”, disse.
O próximo passo? Se formar para ajudar a mãe.
“Sempre falo que o melhor está por vir. Se Deus quiser, espero o melhor para o futuro. A gente não tem a nossa própria casa, e eu e a Evellyn pensamos em dar uma casa para nossa mãe”, finalizou.

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