Arquiteta cega mostra como trabalha e defende inclusão; vídeo

Sem enxergar há 13 anos, Sandra Dajnowski decidiu que nada limitaria suas ações e seus planos. Assim, a arquiteta cega trabalha em sua profissão e faz campanha pela inclusão. Aos 60 anos, a argentina tem certeza de que há muito o que viver. A determinação ganha ainda mais força no filho Nicolás, um grande suporte para seus projetos sociais.
A arquiteta usa suas redes sociais para fazer campanha a favor das pessoas com deficiência e conta sua história. O descolamento de retina, inicialmente no olho esquerdo e depois no direito, mudou a vida dessa argentina de origem lituana, que vive em Buenos Aires.
“A melhor maneira de praticar a inclusão é saber um pouco sobre a vida do outro e assim envolver-se”, ensina Sandra em seus vídeos. “Meu pai era um daqueles que pensava, quando fiquei cega, que minha vida ia acabar. Com fatos, mostrei-lhe que minha vida não tinha acabado, mas que eu podia continuar aproveitando e fazendo as coisas que tanto amo.”
Trabalho, viagens e diversão
Nos vídeos compartilhados nas redes, Sandra mostra que vive plenamente. Ela trabalha com arquitetura, acompanha os projetos de perto e examina um por um. Também adora viajar e sair à noite na capital argentina.
Nada a limita embora o preconceito e a discriminação a incomodem demais. Por vezes, ela conta que ouviu coisas horríveis nas ruas.
“Se você não tem vontade de perguntar, aproxime-se. Eu o encorajo a fazer isso: a perguntar e matar sua curiosidade. Dessa forma, estamos todos praticando a inclusão, com mais empatia pelo outro e sua história de vida”, sugere a arquiteta.
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Muitos seguidores
Com quase 35 mil seguidores nas redes sociais, Sandra se tornou uma referência na luta pelos direitos e pelo respeito das pessoas com deficiência. Todos os vídeos dela abordam a causa. Vários internautas se identificam com a arquiteta.
“Minha avó paterna e sua irmã ficaram cegas aos 25 anos. Ela não conheceu o sexto filho e mal via o quarto e o quinto. Mas fazia as roupas deles porque calculava pela palma da mão, costurava tudo à mão porque tinha sido costureira”, contou uma seguidora.
Outra elogiou Sandra e relatou que seus pais são cegos. “Hoje em dia eles são inspiração para mim, primeiramente, e para todos que falam com eles… e exatamente contam a mesma experiência, a falta de motivação dos pais..e assim como você encontraram o caminho da vida.”
Sandra, a arquiteta argentina, que é cega e faz tudo e defende a inclusão ao falar a respeito em espanhol:
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