Filha de pedreiro é aprovada em 3 universidades para Medicina; “não imaginava”

Aos 20 anos, Isabella Melquiades Carvalho Lopes conseguiu um feito impressionante. A filha de pedreiro com uma dona de casa foi aprovada em três universidades, duas delas públicas, para medicina. A jovem se diz surpresa, mas confessa que a dedicação era absoluta: estudou de manhã, de tarde e de noite.
Isabella ficou em primeiro lugar em medicina na Universidade de Brasília (UnB) pelo sistema de cotas para pessoas de baixa renda. Também foi aprovada na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). E, com direito à bolsa integral, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) na Universidade Católica de Brasília (UCB).
“Foi indescritível, eu não imaginava. Quando vi o resultado, fiquei em choque, repetindo várias vezes ‘eu passei”, afirmou a estudante, que nasceu em Ceilândia, morou em Samambaia e hoje vive em Taguatinga, regiões administrativas do Distrito Federal.
Família, a base de tudo
Com uma renda de R$ 2 mil por mês, o pedreiro Brás Lopes, de 61 anos, e a dona de casa Arlete Carvalho, de 51, jamais deixaram faltar nada para os filhos Aurora, Isabella e Otávio.
Também dizia: estudem, isso que vai levar vocês para frente. A recomendação foi ouvida não só por Isabella, mas por todos os filhos.
A irmã, Aurora, no entanto, disse que a Isabella ultrapassou limites. “Ela atingiu um nível de exaustão tão grande que chegou a chorar de cansaço”, afirmou. “Essa aprovação dela e, principalmente do jeito que foi, foi uma festa e, como disse, um alívio.”
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Exemplo em casa
Aurora se formou em Pedagogia na UnB. Foi a primeira da família, que mostrou que esforço e dedicação geram frutos. Depois, veio o caçula Otávio, de 18 anos, estuda engenharia aeroespacial na mesma instituição. Isabella, a filha do meio, sempre quis medicina.
“Desde os 9 anos, eu amava ver partos. Sempre admirei a profissão e tive a certeza quando vi minha mãe passar muito mal e ter um mal súbito na minha frente. Eu não sabia o que fazer, e aquilo me marcou muito. Saber que posso ajudar alguém já faz tudo valer a pena”, disse.
Aluna de escola pública
Estudante de escola pública, no terceiro ano, a jovem começou a ter aulas em um cursinho pré-vestibular especializado em medicina, o Fleming, em que conseguiu uma bolsa de 100% por meio do projeto Gauss, organização não governamental (ONG).
“Eu descobri o Gauss a partir de um cursinho comunitário que fazia aqui em Brasília, o Galt. Eles mandaram no grupo sobre esse projeto e ofereceram uma bolsa de 100% em cursinhos, auxílio no transporte e alimentação se eu passasse nas etapas, que eram prova, redação e entrevista”, disse.
Estratégia simples
Bem-humorada, Isabella disse que sua estratégia de estudo é bem simples: “Minha técnica era simples: sentar na cadeira e estudar”.
De casa até o cursinho, era uma longa viagem.
“Eu pegava um ônibus até o metrô e depois pegava o trem para a aula. Geralmente, acordava às 5h30 para chegar lá às 6h40. Eu estudava bastante antes das aulas e revisava algumas matérias. Era, mais ou menos, uma hora para ir e uma hora para voltar”, disse ao Correio Braziliense.

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