SUS aplica pela 1ª vez remédio mais caro do mundo, que custa R$ 11 milhões; duas crianças receberam a dosagem

O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo histórico e aplicou, pela primeira vez, o medicamento Elevidys, também chamado de remédio mais caro do mundo. Duas crianças receberam a medicação.
A dose custou R$ 11 milhões e foi adquirida pelo Ministério da Saúde após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O Elevidys é uma terapia inovadora que ajuda a estabilizar a progressão da DMD, uma doença rara e degenerativa que afeta a musculatura.
As infusões foram feitas no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), uma das referências nacionais no tratamento de doenças raras, nos dias 12 e 13 de fevereiro. Para as famílias das crianças tratadas, o feito representa esperança. “Só de estabilizar, a gente se sente abençoado”, disse o pai de um paciente, Alessandro Neves, em entrevista ao O Globo.
Chegada ao Brasil
O Elevidys é um dos remédios mais caros no mundo. Nos Estados Unidos, a medicação pode chegar a aproximadamente 3,2 milhões de dólares.
No Brasil, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) fixou o preço em R$ 11 milhões.
A chegada do fármaco no país exigiu um esquema bem complexo. O medicamento saiu da Alemanha, desembarcou em Guarulhos e seguiu para Porto Alegre. No sul, foi armazenado a -80ºC.
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Famílias comemoram
As famílias das crianças, que lutam na justiça para conseguir a dose, comemoram o feito histórico.
“Ainda não consigo acreditar, mas graças a Deus e ao ministério também, a gente está dando um passo em busca de uma vida mais digna para ele”, disse Luana Fassina, mãe de uma paciente.
Como funciona
O Elevidys é um remédio que age diretamente na causa da distrofia muscular Duchenne.
A doença compromete a produção da distrofina, uma proteína essencial para a integridade dos músculos.
Com o tempo, os pacientes perdem força muscular e enfrentam dificuldades para caminhar, problemas cardíacos e respiratórios.
Nesse contexto, o Elevidys usa um vetor viral para inserir uma cópia funcional do gene da distrofina nas células musculares.
Isso ajuda a restaurar, ainda que parcialmente, a produção da proteína. A terapia não representa uma cura e a eficácia a longo prazo ainda é estudada por pesquisadores em todo o mundo.
Futuro no SUS
A aplicação foi possível graças à decisão do STF.
A Roche, fabricante do medicamento, solicitou a análise da Conitec para incorporar doses no SUS.
Agora, a decisão final vai caber ao Ministério da Saúde, que deve levar em conta os dados de eficácia e a segurança do método.

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