Novo gene da obesidade é descoberto graças a cães que comem muito

Pesquisadores descobriram algo que pode ajudar humanos e animais na perda de peso. Os cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, identificaram um novo gene da obesidade em cães. Os estudos apontam que esse novo gene está associado também à obesidade entre os humanos. É ele que faz pessoas e cães ganharem peso.
O gene é chamado DENND1B, e os pesquisadores explicaram que ele afeta diretamente uma via cerebral (a via leptina melanocortina) responsável por regular o equilíbrio energético no corpo. A pesquisa foi publicada na revista Science.
“Esses genes não são alvos imediatamente óbvios para medicamentos para perda de peso porque eles controlam outros processos biológicos importantes no corpo que não devem ser interferidos”, disse Alyce McClellan, do Departamento de Fisiologia, Desenvolvimento e Neurociência de Cambridge, coautora do estudo.
Mais de um
A descoberta revela, ainda, que tanto os cães como as pessoas podem controlar o sobrepeso, mesmo quando há uma tendência
Os pesquisadores afirmam que são quatro genes adicionais associados à obesidade canina, que também foram mapeados diretamente de genes humanos, mas que exercem um efeito menor que o DENND1B
“Os resultados enfatizam a importância de vias cerebrais fundamentais no controle do apetite e do peso corporal”, explicou Alyce McClellan.
Leia mais notícia boa
- Ansiedade tem tratamento. Veja principais sintomas e como cuidar; saúde mental
- Remédio contra obesidade reduz risco de diabetes em 94%, revela novo estudo
- Idosa de 100 anos diz alimentação é segredo para longevidade; trabalha seis dias!
Como foi a pesquisa
A equipe verificou dois aspectos em especial nos cães: o quanto pediam comida aos tutores e se eram exigentes com o que queriam se alimentar.
“Cães com alto risco genético de obesidade mostraram sinais de ter maior apetite — como também foi demonstrado em pessoas com alto risco genético de obesidade”, observou Natalie Wallis, coautora do estudo.
A pesquisa descobriu que os tutores que controlam a dieta e os exercícios de seus cães evitam o alto risco genético e impedem que fiquem obesos.
Considerações iniciais
A partir desta avaliação, os pesquisadores acreditam que o mesmo deve ocorrer com humanos: aqueles com alto risco genético de desenvolver obesidade não necessariamente se tornarão obesos, se seguirem uma dieta e uma rotina de exercícios físicos.
A líder do estudo, Eleanor Raffan, ressaltou o que parecia óbvio: tanto humanos, como cães se têm risco à obesidade comem mais quando há comida disponível, aumentando de peso.
“Em estudos com humanos, é mais difícil estudar como o apetite geneticamente motivado exige maior força de vontade para permanecer magro, pois ambos afetam a mesma pessoa.”
Metade dos cães tem obesidade
Atualmente, a obesidade é tratada como uma questão de saúde pública entre os humanos.
No caso dos cães, de 40% a 60% sofrem com o problema, informou o GNN.

Preso injustamente há 41 anos homem deixa a prisão graças a exame de DNA
Idosa ganha mansão de R$ 27 milhões em sorteio e pensa que o prêmio era um cavalo
Idosos dão show de dança ao som de “Fergalicious” e impressionam com passos; vídeo
Menina de 11 anos se torna a mais jovem da história a conquistar título de Grande Mestre Feminina no xadrez
Shakira cumpre promessa, reencontra crianças de Uganda e dança com elas na Espanha; vídeo
Árvore famosa derrubada ilegalmente renasce e ganha novos brotos 3 anos depois; fotos
USP tem a melhor posição da história no top 150 das melhores universidades do mundo
Menina de 6 anos adota gatinha que ninguém queria em abrigo e amor das duas viraliza
Brasileira será a primeira do país a comandar área de Ciências da Unesco
Cabeleireira canta Rihanna para cliente e voz impressiona novamente; vídeo
Filho de lavrador agradece pai por se formar em Medicina: “Segurou a enxada para eu segurar a caneta”; vídeo
Cientistas descobrem como regenerar o coração após infarto; ativar o ‘autorreparo’