Após viver em situação de rua, idoso de 64 anos é aprovado em universidade; emocionante

Sem estudar desde os 17 anos, Walmerinston Paixão Corrêa, de 64, é um exemplo de determinação. Após viver duas décadas em situação de rua, o idoso voltou para os bancos escolares e foi aprovado para o curso de Letras, na Universidade Federal do Pará (UFPA). Agora, quer ser professor.
O idoso disse que o estímulo maior foi o fato de estar cansado de viver humilhações e discriminação. Segundo ele, inconformado, resolveu que mudaria a própria história e que o único caminho era a educação.
“Passei 46 anos fora da escola e senti os impactos disso. Saí do 8º ano aos 17 anos e, por estar nas ruas, era julgado de forma errada. As pessoas me viam como bandido ou viciado”, contou Walmerinston.
Persistência e esforço
Em Ananindeua, no Pará, Walmerinston concluiu o Ensino Fundamental. Depois, finalizou o Ensino Médio. Em seguida, partiu para o vestibular na UFPA, sendo aprovado para Letras, um antigo sonho.
O idoso pegava livros no lixão e doados para estudar. Apesar do esforço, jamais pensou em desistir. Estava determinado a ir adiante. Tanto esforço, valeu a pena.
“Decidi mudar por conta das humilhações diárias. Quando eu dava uma opinião sobre algo, ouvia coisas como ‘o que tu sabes, se nem estudas?’ ou ‘esse aí quer ser o que não é’. Isso me machucava muito. Então comecei a recolher livros do lixo e a estudar por conta própria. Isso foi essencial para minha aprovação”, relembrou ao jornal O Liberal.
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Início da vida acadêmica
Walmerinston aguarda, com ansiedade, o início da vida acadêmica na UFPA. “A escola é o caminho para recomeçar. Quando me formar, finalmente terei uma profissão regulamentada. Quero ser professor e isso vai mudar minha vida.”
Segundo o idoso, o estudo mudou a visão sobre vida e perspectivas.
“Eu achava que mudanças assim só aconteciam com outras pessoas, mas está acontecendo comigo. A escola transforma uma sociedade. Se não houver investimento na educação, não deixaremos um legado positivo para o futuro.”

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