Japão recupera pacientes com lesão na medula espinhal; primeiros passos

Pela primeira vez, pacientes com lesão na medula espinhal conseguiram recuperar parte dos movimentos após receberem um tratamento com células-tronco no Japão. A notícia boa representa uma esperança para milhares de pessoas no mundo.
Uma equipe de médicos e pesquisadores da Universidade Keio, em Tóquio, anunciou os resultados de um ensaio clínico na semana passada. O experimento usa células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) e trouxe melhorias significativas para dois, dos quatro pacientes que participaram do experimento.
Um deles conseguiu até ficar de pé com o auxílio de um suporte, algo que parecia impossível semanas antes do transplante. Embora esteja nos estágios iniciais, a pesquisa foi tida pelo meio científico como revolucionária. “Vimos uma luz para nos ajudar a passar para o próximo estágio”, disse Masaya Nakamura, professor de ortopedia.
Ensaio clínico
A equipe da Universidade implantou as iPS em quatro pacientes que haviam sofrido lesões recentes. Todos eles tinham perdido completamente a função motora em algumas áreas do corpo.
Durante um ano, os pacientes passaram por um processo intenso de reabilitação. Enquanto isso, os médicos monitoravam de perto possíveis reações adversas.
Os resultados foram excelentes. Dois dos participantes conseguiram uma melhora parcial, com destaque para um que se levantou com apoio.
Outro ponto importante foi a segurança do procedimento. Não foram identificados sinais de que as células transplantadas se transformaram em tumores.
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O que são iPS
As células iPS são um tipo especial de célula-tronco. Criadas a partir de células adultas, elas são reprogramadas e voltam a um estado semelhante ao das células embrionárias.
Assim, conseguem a capacidade para se transformar em vários tipos de tecidos, como neurônios ou células musculares.
A tecnologia foi descoberta em 2006 pelo cientista japonês Shinya Yamanaka, que chegou a ganhar o Prêmio Nobel.
Futuro possível
Apesar do avanço, o grupo reforçou que é ainda cedo para chamar o tratamento de cura.
O número de pacientes tratados é pequeno e mais testes são necessários para avaliar com clareza os efeitos da terapia.
Uma nova fase deve começar em breve e os cientistas querem testar a eficácia da técnica em escala maior.
Vai ciência!

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