Escrever à mão faz bem: melhora raciocínio e aprendizado de crianças, revela estudo

Com o avanço da tecnologia e na era dos computadores, alguns “hábitos” antigos caem em desuso, mas os especialistas alertam: é preciso mantê-los para o aperfeiçoamento de certas habilidades humanas. Escrever à mão, por exemplo, é um deles porque melhora o raciocínio e o aprendizado, sobretudo das crianças.
O estudo sobre o desenvolvimento, os problemas e as intervenções na questão da caligrafia, da Alemanha, revela que, ao escrever, o cérebro compara a escrita resultante com modelos aprendidos das letras e palavras, e ajusta a posição dos dedos em tempo real.
Olhos e cérebro coordenam as mãos com a empunhadura da caneta ou lápis, impondo a pressão correta e orientando sobre as linhas. É essa combinação de informação visual e processamento de informação que promove o aprendizado e estimula o raciocínio, diz o estudo.
Escrita lenta, mas processo necessário
Realmente escrever à mão é mais lento do que digitar, mas isso não é necessariamente uma desvantagem. A lentidão natural nos obriga a processar informações de forma mais intensiva.
A pesquisa mostra como a caneta ou lápis e o papel ajudam no desenvolvimento da criança. Sem prática e controle, a caligrafia só tende a piorar. Aliás, problemas de caligrafia são um problema para a sociedade como um todo, diz o estudo.
Na adolescência e no início da fase adulta, a caligrafia muda significativamente, mas depois permanece praticamente a mesma para a maioria das pessoas – cada um desenvolve uma caligrafia única.
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Alerta geral sobre a situação
A queixa da Associação Alemã de Educação e Formação é que sem o “treino”, há um declínio das habilidades de escrita e o aumento dos déficits motores entre crianças em idade escolar.
À medida que as pessoas envelhecem, durante a adolescência e no início da idade adulta, a caligrafia tende a se tornar cada vez mais ilegível – também por causa da falta de prática e controle.
Os pesquisadores ressaltam que, escrever à mão está entre as técnicas culturais mais importantes da evolução humana e que, há milhares de anos, as informações eram esculpidas em argila ou pedra ou escritas com tinta em folhas de palmeira, pergaminho ou papiro.
Até a invenção da imprensa, a escrita à mão era a única maneira de registrar a linguagem em qualquer meio que fosse.
A escrita mais antiga que se tem conhecimento tem cerca de 5 mil a 6 mil anos: desenvolvida pelos sumérios no atual Iraque, segundo DW.
E você, costuma escrever à mão?

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