Homem com câncer terminal decide viajar o país para ajudar pessoas pobres; “morrer feliz”

“Morrer feliz”. É o que quer esse homem, após o diagnóstico de câncer terminal. Ele largou o emprego e vai usar os dias que lhe restam para viajar o país e fazer a diferença na vida de pessoas que precisam: Doug decidiu fazer voluntariado.
Diante da perspectiva de ter apenas mais um ano de vida, o norte-americano Doug Ruch, de 55 anos, abriu mão do tratamento e começou a missão de levar esperança. Ele vai viajar os 50 estados e por Washington, D.C, nos Estados Unidos, e ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade.
Ao todo, o homem já dirigiu mais de 6.400 quilômetros e dorme em hotéis e Airbnbs. Para manter o sonho de pé, conta com doações. Ele já conseguiu arrecadar mais de US$ 64 mil, equivalente a 370 mil reais. “Se eu puder inspirar centenas ou milhares de pessoas em todo o país a se voluntariar, mesmo que sejam três ou quatro horas por mês, então poderei morrer feliz”, disse ele em entrevista ao Washington Post.
Como teve a ideia
A ideia do projeto “Dying to Serve” (Morrendo para servir) surgiu após dias de reflexão solitária.
Em um caderno, ele começou a fazer várias anotações sobre o que queria no fim da vida. Sem recursos, precisou criar uma vaquinha online para custear as viagens, hospedagens e necessidades básicas.
Recentemente, Doug ajudou no Banco de alimentos de Idaho.
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Virada após diagnóstico
Em janeiro deste ano, Doug foi informado de que o câncer que enfrentava desde 2021 havia se espalhado para o fígado e os ossos.
O prognóstico de vida é de 12 a 18 meses. Como os efeitos colaterais do tratamento são fortes, ele decidiu parar, num ato corajoso.
Doug quer passar o resto dos dias que lhe sobram servindo ao próximo, em especial aqueles que mais precisam.
Mala cheia
Desde então, Doug se jogou nas estradas dos Estados Unidos.
O único companheiro é o Chevrolet Malibu 2017 dele, além de um saco repleto de roupas, remédios e até uma impressora.
A rota começou em San Antonio e o homem já passou por Dallas, Phoenix, Las Vegas, Seattle e Santa Fé. Em todas elas procurava serviço de voluntário.
Apoio de estranhos
Ao longo do caminho, ele recebe ajuda de desconhecidos: descontos em hotéis, refeições gratuitas e até dinheiro doado por quem conhece a história.
Mesmo assim, ele reforça que essa não é a missão principal dele.
“Eu não quero ser uma pseudo celebridade, porque não sou. Sou apenas um cara que precisava equilibrar a balança e fazer algo bom na vida.”
Olha o sorriso dele:

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