Cirurgia inédita retira tumor grave do cérebro pelo olho da paciente

Médicos dos Estados Unidos descobriram um novo método para retirar tumor do cérebro. A cirurgia inédita é feita pelo nariz e o olho do paciente. Já deu certo com uma estudante de 18 anos que teve um cordoma, um tumor raríssimo, de crescimento lento, localizado no cérebro.
Karla Flores aceitou testar o novo método e a cirurgia dela foi feita via narina e olho esquerdo, na Cleveland Clinic, nos EUA. Para que a operação fosse bem sucedida, os médicos fizeram vários testes antes em cadáveres, antes da cirurgia da estudante.
O cordoma da Karla envolvia o tronco cerebral, pressionando os nervos cranianos. Pelos exames, o tumor estava no topo da coluna, na parte frontal da medula espinhal e havia invadido as vértebras do pescoço. A cirurgia, que foi um sucesso, usou a neurocirurgia tradicional e outro procedimento que passou pelo nariz da jovem.
Fez vaquinha para pagar
Feliz com a recuperação, Karla faz planos para o futuro e comemora os resultados.
“Continuo me lembrando de viver um dia de cada vez e sei que cada passo é uma conquista. Também estou feliz por ter me mantido firme e continuado buscando ajuda até encontrá-la”, disse a jovem.
A estudante também se diz satisfeita porque conseguiu arrecadar US$ 600.000 (cerca de R$ 3 milhões) por meio de uma vaquinha virtual para pagar as despesas médicas.
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A ideia da cirurgia inédita
A decisão de buscar um caminho inovador foi do médico Mohamed Labib, neurocirurgião do Centro Médico da Universidade de Maryland, que desenvolveu um plano cirúrgico complexo e exigiu muita habilidade.
Mohamed passou por uma ressonância magnética na manhã da primeira cirurgia. O técnico posicionou a câmera um pouco mais abaixo do necessário. Com o exame, os médicos descobriram que, ao invés de um cordoma, havia dois.
Karla Flores foi diagnosticada inicialmente com um cordoma no tronco cerebral (a massa vermelha central). Em seguida, foi diagnosticada com um segundo cordoma na medula espinhal (a massa vermelha inferior).
Treinos intensos para a cirurgia
O médico estudou em cabeças de cadáveres e modelos de crânio para garantir que pudesse alcançar e operar o tumor com segurança.
Para os profissionais de saúde, era preciso analisar possíveis problemas, incluindo a preservação do globo ocular e a necessidade de modificar os instrumentos cirúrgicos para que funcionassem durante o procedimento.
Após meses de treinos, Mohammed contou à família de Karla sobre a decisão.
“A mãe dela chorou. Karla ficou emocionada. O pai dela não é muito emotivo, mas dava para ver pelo silêncio dele que ele estava preocupado”, disse o médico à CBSNews.
A jovem agora tem planos de fazer cursos de estética, principalmente nas áreas de manicure e pedicure para seguir a vida nova.
Viva a ciência!

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