Cachorrinho sem dono que seria sacrificado vira detetive e acha animais perdidos

Olha que virada! Um cachorrinho que estava prestes a ser sacrificado ganhou uma nova chance de vida, virou detetive e agora ajuda a encontrar animais desaparecidos. Rico escapou da morte por apenas dois dias depois de ser resgatado de um canil.
O destino mudou quando Rachel Rodgers, uma treinadora de cães, decidiu pagar a taxa de resgate e levá-lo para casa. O que parecia apenas um gesto de compaixão acabou revelando uma habilidade rara: o faro aguçado de Rico.
Hoje, dez anos depois, mais do que sobreviver, o cãozinho se tornou um “detetive” que já ajudou em mais de 20 resgates de animais perdidos.
Tirado da morte
Rachel viu a foto de Rico em um site e soube que ele tinha apenas dois dias antes de ser sacrificado. Movida pela urgência, pagou quase 200 dólares (mais de mil reais) para garantir a liberdade do animal. Quando o levou para casa, descobriu que o pequeno cãozinho da raça Kokoni tinha um faro fora do comum.
No início, parecia apenas uma brincadeira de esconde-esconde, mas logo ficou claro que Rico tinha uma habilidade natural para rastrear coisas pelo cheiro.
Esse dom o transformou em um aliado valioso na busca por cães, gatos e até animais exóticos que fugiam de seus lares ou de zoológicos.
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O primeiro salvamento
O primeiro teste aconteceu de forma inesperada. Durante um curso em Gales, na Inglaterra, uma família chorava no estacionamento porque havia perdido o cachorro. Rachel permitiu que Rico sentisse o cheiro dentro do carro e, em poucas horas, o cãozinho apontou repetidamente para o local, onde um portão de 2 metros escondia o animal desaparecido.
Para Rachel, a emoção daquele dia foi inesquecível. Ela conta que nunca havia se sentido tão orgulhosa. O episódio confirmou que Rico poderia ser treinado para ajudar em resgates reais.
Mais de 20 missões de sucesso
Desde então, Rico participou de mais de 20 operações de busca. Em cada uma delas, ele usava itens como cobertores, brinquedos ou até fezes dos animais para identificar a trilha correta.
Entre os casos mais curiosos está o de Cinnamon, uma capivara que fugiu de um zoológico.
Mesmo sem ter um objeto da capivara para cheirar, Rico seguiu rastros deixados no campo e guiou os cuidadores até o local onde o animal havia passado. Dias depois, Cinnamon foi capturada em segurança.
A aposentadoria
Agora com 10 anos de idade, Rico está próximo da aposentadoria.
Rachel, que cofundou a escola de treinamento “The Canine School of Trailings”, espera que Pebbles, uma cadelinha terrier de apenas 7 meses, siga os passos dele e continue ajudando animais desaparecidos a voltarem para casa.
“Não existe sensação melhor do que ver um animal reencontrando a família”, disse Rachel ao GNN.

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