Família encontra tesouro enterrado no quintal de casa: moedas raras de ouro

Imagina encontrar 69 moedas de ouro em casa? Aconteceu com essa família que achou um verdadeiro tesouro enterrado no quintal. As peças são as mais raras e valiosas das últimas décadas. As moedas de ouro são dos séculos 15 e 16 e estavam presas em um pedaço de argila, encontrado enquanto o jardim era capinado. Olha isso!
O achado, batizado de New Forest Hoard, foi mantido em sigilo por meses enquanto o caso era reportado ao Portable Antiquities Scheme, programa do Museu Britânico que monitora objetos arqueológicos encontrados por civis. A descoberta chamou atenção de especialistas em numismática, que consideraram o conjunto um registro histórico sem precedentes.
Agora, o tesouro será leiloado na Suíça por uma casa especializada em moedas raras. A avaliação inicial ultrapassa os 300 mil dólares (mais de R$ 1,6 milhão), mas especialistas acreditam que o valor final será ainda maior.
Moedas raras
As moedas descobertas remontam aos reinados de Henrique VI, Eduardo IV, Henrique VII e Henrique VIII. Algumas têm inscrições com os nomes de duas esposas de Henrique VIII e as iniciais de uma terceira, o que aumenta o valor histórico da coleção.
Segundo o catálogo do leilão, trata-se do único conjunto completo e totalmente documentado de moedas de ouro do início do período Tudor já colocado à venda. O especialista em numismática David Guest explicou que “quatro reis, duas rainhas e um cardeal” são mencionados nas peças, o que reforça o caráter único do achado.
A descoberta desperta grande interesse entre historiadores e colecionadores porque revela detalhes sobre o poder político e religioso da Inglaterra na época. Cada moeda, além do valor em ouro, carrega símbolos e mensagens que refletem a transição entre a Idade Média e o início da modernidade no país.
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Tesouro escondido
Os especialistas acreditam que o tesouro tenha sido enterrado durante o início da Reforma Inglesa, período em que Henrique VIII rompeu relações com o Vaticano e passou a confiscar riquezas da Igreja Católica.
Nesse contexto, é provável que o ouro tenha sido escondido por membros do clero ou por pessoas ligadas às antigas instituições religiosas, temendo a perda de suas posses.
Guardar moedas e joias em locais secretos era uma prática comum em tempos de instabilidade política e perseguição.
De acordo com David Guest, embora seja impossível saber quem escondeu o tesouro, ele provavelmente representa um fragmento das tensões vividas naquele período histórico.
“Enterrar ouro ou prata, quando há risco, sempre foi uma forma de tentar preservar a riqueza em momentos incertos”, explicou o especialista.

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