Operação recupera 1.600 celulares roubados e devolve aos donos no Rio

Uma grande operação da Polícia Civil no Rio de Janeiro devolveu 1.600 celulares roubados ou furtados a pessoas de várias regiões do estado nesta terça-feira (18). As entregas ocorreram na Cidade da Polícia, no Jacaré, e em outros pontos como Niterói, São Gonçalo, Baixada Fluminense e interior.
A ação faz parte da Operação Rastreio, iniciativa que combate grupos envolvidos em roubos, furtos e receptação de telefones. Desde o início, a operação já conseguiu recuperar cerca de 12,5 mil aparelhos, devolvidos gradualmente a vítimas identificadas pelas equipes.
Segundo a Polícia Civil, esta foi a maior entrega de celulares já realizada no estado. As pessoas foram contatadas por ligação ou mensagem e orientadas a comparecer aos locais definidos para receber os aparelhos de volta.
Como funciona a Operação Rastreio
A Operação Rastreio tem como objetivo identificar, localizar e recuperar aparelhos roubados ou furtados. Para isso, equipes das delegacias usam dados de rastreamento, investigações e cruzamento de informações.
As vítimas são informadas diretamente pelos contatos oficiais das unidades policiais.
De acordo com a corporação, o método tem dado resultado expressivo. Com 12,5 mil celulares recuperados desde o lançamento, a iniciativa se tornou uma das ações mais eficientes do estado no combate à cadeia criminosa que envolve receptadores e revendedores ilegais.
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Vítimas relatam como foram os roubos
Uma auxiliar de serviços gerais, moradora de uma comunidade da Zona Norte, contou que aparelhos dela, do marido e do filho foram levados dentro da residência por traficantes envolvidos em disputa territorial. Dois homens bateram na janela e ordenaram que a família entregasse os telefones, prometendo devolver depois.
Ela relatou que tentou ligar para o aparelho, mas ouviu que deveria “procurar com outra facção”. Sem esperança, a família acabou bloqueando os telefones. Apenas o dela foi encontrado pela Polícia Civil. A devolução, segundo a mulher, trouxe alívio após meses de prejuízo e insegurança.
A psicóloga Jéssica Soares, de 34 anos, também recebeu de volta o telefone levado em maio. Ela contou ao O Dia que havia acabado de descer de uma motocicleta quando um motociclista passou ao lado e puxou o aparelho dela, que estava preso ao pulso por uma corda.
O celular era usado para o trabalho e também tinha valor afetivo, já que foi presente de aniversário. Com a perda, precisou recorrer a um aparelho antigo e depois comprar outro. Ao receber a mensagem da delegacia informando sobre a recuperação, Jéssica foi até o local e encontrou o telefone intacto, contrariando o medo de receber apenas partes do aparelho.

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