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Expectativa de vida sobe no Brasil: mulheres encostam nos 80 anos, revela IBGE

Monique de Carvalho
29 / 11 / 2025 às 09 : 47
A expectativa de vida mudou no Brasil e, segundo o IBGE, nós vivemos mais. - Foto: Canva IA/SNB
A expectativa de vida mudou no Brasil e, segundo o IBGE, nós vivemos mais. - Foto: Canva IA/SNB

A expectativa de vida do Brasil voltou a crescer e atingiu 76,6 anos em 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento, de 2,5 meses em relação ao ano anterior, confirma a tendência de avanço da longevidade no país.

O levantamento mostra que esse crescimento não é isolado: ao longo de nove décadas, a população brasileira ganhou 31,1 anos de vida. Em 1940, a média era de 45,5 anos. Hoje, o país se aproxima cada vez mais dos níveis observados em nações de alta renda.

Entre os sexos, mulheres seguem vivendo mais do que homens e agora estão muito perto dos 80 anos. Já a população masculina também avançou, mas enfrenta desafios que reduzem o ritmo de crescimento.

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Evolução da expectativa de vida no Brasil

O IBGE registrou alta tanto para homens quanto para mulheres em 2024.

  • Homens passaram de 73,1 para 73,3 anos.
  • Mulheres subiram de 79,7 para 79,9 anos.

Esse avanço reforça o impacto de melhorias na saúde pública, na vacinação, no acesso a tratamentos e na qualidade de vida. Apesar disso, o país ainda está distante dos líderes globais: Mônaco, San Marino, Hong Kong, Japão e Coreia do Sul ocupam o topo do ranking mundial, com médias entre 84 e 86 anos.

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Sobremortalidade masculina entre jovens

O estudo chama atenção para um problema persistente: a maior mortalidade entre jovens do sexo masculino.
Em 2024, os índices de sobremortalidade ficaram concentrados em três faixas:

  • 15 a 19 anos: valor de 3,4
  • 20 a 24 anos: valor de 4,1
  • 25 a 29 anos: valor de 3,5

Isso significa que um jovem de 19 anos tinha 3,4 vezes mais chance de morrer antes dos 20 anos do que uma mulher da mesma idade.
Segundo o IBGE, esse cenário está ligado sobretudo a causas externas, como homicídios, acidentes e outras situações violentas — fatores que se intensificaram com o avanço da urbanização desde a década de 1980.

O instituto destaca que a expectativa de vida masculina poderia ser maior caso esses óbitos não estivessem tão presentes na realidade brasileira.

Queda na mortalidade infantil

Outro ponto positivo do relatório é a redução da mortalidade infantil. Em 2024, o país registrou taxa de 12,3 mortes para cada mil crianças nascidas vivas, contra 12,5 no ano anterior.

A melhora é ainda mais expressiva quando comparada a 1940, ano em que o índice era de 146,6 para cada mil. Entre os fatores que contribuíram para essa queda estão:

  • Campanhas de vacinação
  • Acompanhamento pré-natal
  • Incentivo ao aleitamento materno
  • Atuação de agentes comunitários
  • Programas de nutrição infantil
  • Maior escolaridade, renda e acesso ao saneamento

O IBGE reforça que essa redução nas mortes infantis tem impacto direto no aumento da expectativa de vida geral.

Longevidade cresce também entre idosos

Para quem chega aos 60 anos, o cenário também é de melhora. A população dessa faixa etária passou a viver, em média, mais 22,6 anos — maior índice em nove décadas. Em 1940, o adicional era de apenas 13,2 anos.

A diferença entre homens e mulheres permanece:

  • Homens vivem mais 20,8 anos após os 60
  • Mulheres vivem mais 24,2 anos

O estudo também avaliou o grupo de 80 anos. Em 2024, mulheres dessa idade tendem a viver mais 9,5 anos, enquanto homens vivem mais 8,3 anos.

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