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Médicos reimplantam orelha decepada de mulher; enxerto do órgão no pé

Monique de Carvalho
26 / 01 / 2026 às 11 : 47
Os médicos conseguiram reimplantar a orelha, através de um enxerto no pé - Foto: Dumireo
Os médicos conseguiram reimplantar a orelha, através de um enxerto no pé - Foto: Dumireo

Médicos conseguiram reimplantar a orelha de uma mulher de 30 anos após um acidente industrial que resultou no seccionamento completo do órgão.

Como os vasos sanguíneos e nervos da região da cabeça estavam muito danificados, a equipe optou por uma estratégia alternativa para manter a orelha viável até uma cirurgia definitiva.

A solução encontrada chamou atenção: a orelha foi temporariamente enxertada no pé da paciente, onde permaneceu por cinco meses antes de retornar ao local original.

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O acidente

O caso envolveu a paciente identificada como Sun, que teve a orelha arrancada em um acidente de trabalho, na província de Shandong, na China. Avaliações iniciais mostraram que a área da lesão apresentava danos extensos nos vasos e nervos, o que inviabilizava o reimplante imediato.

Segundo os médicos, tentar a reconexão naquele momento poderia comprometer o tecido e levar à perda definitiva do órgão. A alternativa foi preservar a orelha em outra parte do corpo, garantindo irrigação sanguínea adequada.

Esse tipo de decisão costuma ser adotado em situações em que a prioridade é manter o tecido vivo até que o local original esteja em condições de receber o enxerto.

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O que é a “sobrevivência heterotópica”

O procedimento utilizado é conhecido como “sobrevivência heterotópica”. A técnica consiste em enxertar partes do corpo amputadas em regiões diferentes, com o objetivo de manter o fluxo sanguíneo e permitir a recuperação dos tecidos.

No caso de Sun, a parte superior do pé foi escolhida por apresentar características semelhantes às da orelha, como pele fina, circulação estável e vasos de tamanho compatível.

Após o enxerto, houve um período inicial de observação devido ao risco de necrose. Com o passar do tempo, a orelha recuperou a coloração, indicando boa circulação.

Cinco meses de adaptação

Durante cinco meses, a paciente seguiu a rotina normalmente, usando um calçado maior para proteger a orelha enxertada no pé. O cuidado diário era fundamental para evitar traumas e infecções.

Em outubro, a equipe médica avaliou que o organismo estava preparado para a etapa final do tratamento. O procedimento envolveu a reconexão dos vasos sanguíneos e nervos da orelha ao local original na cabeça.

A cirurgia foi considerada complexa, mas ocorreu sem intercorrências relevantes.

Recuperação e avaliação médica

Após o reimplante definitivo, Sun iniciou o período de recuperação, acompanhado de perto pelos médicos. Segundo especialistas ouvidos pelo jornal britânico The Mirror, a estratégia adotada foi essencial para preservar uma estrutura delicada como a orelha.

De acordo com esses profissionais, quando o reimplante imediato não é possível, garantir a circulação por meio da sobrevivência heterotópica pode fazer a diferença entre perder ou recuperar o tecido.

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