73% dos brasileiros aprovam o fim da escala de trabalho 6×1; revela nova pesquisa

Pressão sobre o Congresso. Nova pesquisa feita pela Nexus mostra que 73% dos brasileiros querem o fim da escala de trabalho 6×1, desde que não mexa nos salários. Apenas 22% são contrários.
E 84% defendem que os trabalhadores tenham pelo menos dois dias de folga na semana. A pesquisa mostra também que apenas 12% dos brasileiros entendem o que significa o projeto.
Os dados divulgados esta semana mostram que, caso a mudança impacte os salários, apenas 28% dos entrevistados são favoráveis à mudança, que está em análise no Congresso Nacional, em Brasília.
As mudanças em análise
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) já demonstrou estar alinhado ao governo, que apoia a mudança, e disse que pretende finalizar a discussão sobre o tema em maio deste ano.
Entre as alternativas em discussão estão a jornada de cinco dias trabalhados com dois de descanso (5×2), com no máximo 40 horas semanais, sem redução de salário, ou uma redução gradual das horas trabalhadas por semana, passando das atuais 44 para 40 horas.
As principais propostas são do Senador Paulo Paim (PT/RS), Deputado Reginaldo Lopes (PT/MG) e Deputada Erika Hilton (PSOL/SP).
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A análise da pesquisa Nexus
“A pesquisa revela um aspecto interessante da discussão. A ampla maioria da sociedade é a favor do fim da jornada 6×1. No entanto, quando entra em campo o argumento da redução do salário, boa parte das pessoas passa a desaprovar o projeto. Isso se explica pelo lado da renda do brasileiro: boa parte das pessoas vive apertada financeiramente e precisa daqueles rendimentos, por isso acabam negando o projeto se isso lhes tirar parte da renda mensal”, afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
Marceli explica que esse comportamento fica ainda mais evidente quando se olha para outro dado da pesquisa.
“Nosso estudo revela que 84% dos brasileiros são favoráveis aos trabalhadores terem, no mínimo, dois dias de descanso por semana. Ou seja, quase todo mundo é a favor de uma jornada de trabalho menor, mas pouca gente topa abrir mão de recursos financeiros em troca disso”, afirma Tokarski. “Em ano eleitoral, essa será uma discussão muito forte, juntando a vontade popular, os interesses políticos e os impactos econômicos nas empresas”, reforça.
Como está o trâmite na Câmara
Na última segunda-feira, dia 9, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
Caberá ao colegiado analisar o texto, que, se aprovado, seguirá para uma comissão especial. A PEC só será votada no plenário depois de passar por essas duas etapas.
A pesquisa da Nexus também perguntou para as pessoas se elas acham que a proposta será aprovada pelo Congresso: 52% dos brasileiros disseram que sim, contra 35% que responderam que não. Outros 13% não opinaram.
Quanto mais se discute, mais apoio
Apesar do apoio massivo ao projeto, o conhecimento profundo do que implicaria o fim da escala 6×1 ainda é realidade para poucos: 62% dos brasileiros afirmaram já terem ouvido falar do tema, mas apenas 12% disseram entender bem o que ele significa.
Outros 35% nunca ouviram falar sobre as discussões do fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso.
O levantamento mostrou ainda que, quanto mais se discute e entende o projeto, maior é o apoio da população em relação a ele. Entre quem conhece bem o projeto, 71% aprovam. E o índice que cai para 69% entre quem conhece pouco, e 55% entre pessoas que nunca tinham ouvido falar da redução da escala de trabalho.
Aprovação na esquerda e na direita
Dos entrevistados que votaram no atual presidente Lula no segundo turno das eleições de 2022, 71% são a favor do projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1. Outros 15% são contra, enquanto 15% não opinaram.
Já entre quem votou em Jair Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais, 53% são a favor do fim das 44 horas de trabalho semanais, 32% são contrários e 15% não opinaram.
A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dadosentrevistou 2.021 cidadãos com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (UFs) entre os dias 30 de janeiro e 05 de fevereiro.
A margem de erro no total da amostra é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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