Patente da semaglutida cai e tratamento com ‘canetas emagrecedoras’ fica mais acessível

A patente da semaglutida, substância usada em medicamentos como o Ozempic e o Wegovy, chegou ao fim nesta sexta-feira (20). Com isso, a farmacêutica Novo Nordisk perde a exclusividade na produção e venda do remédio. A partir de agora, outras empresas podem fabricar as chamadas canetas emagrecedoras, o que tende a deixar o tratamento mais acessível.
Na prática, isso significa mais opções nas farmácias. Quando mais empresas entram no mercado, os preços costumam cair aos poucos, já que há mais concorrência.
Esse movimento pode ajudar pessoas que usam a semaglutida no tratamento da obesidade, do diabetes tipo 2 e outras condições de saúde indicadas, sempre com orientação médica.
Mais empresas podem produzir o medicamento
Durante aproximadamente 20 anos, apenas a Novo Nordisk podia produzir e vender a semaglutida. Isso limitava a concorrência e ajudava a manter os preços altos.
Agora, outras farmacêuticas podem desenvolver suas próprias versões. Hoje, existem 17 pedidos em análise na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Com mais empresas interessadas, a tendência é que o medicamento fique mais disponível no país.
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Preço deve cair
Atualmente, uma caneta de semaglutida custa, em média, R$ 1 mil, dependendo da dose.
Quando essas novas versões começarem a ser vendidas, a tendência é que os preços diminuam aos poucos.
Com preços mais baixos, mais pessoas podem ter acesso ao tratamento.
Hoje, o custo ainda é um dos principais obstáculos. Por isso, a entrada de novos fabricantes pode ampliar o número de pacientes que conseguem usar o medicamento.
A semaglutida ajuda no controle do apetite e da glicose, sendo usada no tratamento da obesidade, do diabetes tipo 2, gordura no fígador e até transtornos emocionais, como ansiedade e depressão.
Novos remédios ainda precisam de aprovação
Antes de serem vendidos, os novos medicamentos precisam passar pela análise da Anvisa.
A agência avalia se os produtos são seguros e funcionam corretamente. Esse processo pode levar alguns meses.
Há empresas brasileiras com pedidos mais avançados, como EMS, Ávita Care e Cristália. A expectativa é que as primeiras versões sejam aprovadas nos próximos meses.

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