Rússia contrata brasileiro que trabalhou em padaria para comprar 1º computador

O estudante Jhonatas Lima Silva, de 18 anos, trabalhou duro em uma padaria para conseguir comprar o primeiro computador. E a vitória dele veio logo depois. Hoje, o estudante brasileiro de 18 anos comemora também o primeiro emprego na área de tecnologia após participar de um processo seletivo online. Hoje, ele mora em Teresina, no Piauí, e trabalha como tutor de programação para adolescentes.
A oportunidade apareceu depois que ele encontrou uma vaga na internet, se inscreveu e passou por etapas de seleção com testes técnicos. Desde janeiro de 2026, passou a dar aulas remotas de Python e lógica de programação para alunos entre 12 e 17 anos.
As aulas que ele dá hoje é ainda com o primeiro computador. O jovem contou que tem planos e quer incentivar outros jovens como ele a nunca desistirem dos próprios sonhos.
Um começo simples
O interesse pela tecnologia começou cedo, ainda na infância. Aos 11 anos, Jhonatas teve o primeiro contato com um computador em um curso básico de informática.
Naquela época, não havia um equipamento em casa. O aprendizado ficava restrito ao tempo das aulas, e o interesse precisava esperar pelas próximas oportunidades.
Anos depois, já com 16, ele decidiu mudar essa realidade. Passou a trabalhar em uma padaria e guardou o que podia até conseguir comprar o próprio computador. “Minha mãe sempre lutou por mim e pelos meus irmãos, mas não podia me dar um computador. Trabalhei e consegui comprar o meu”, contou ao g1.
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Primeiro contato com a programação
O contato com programação veio no ensino médio, em um curso oferecido pela escola.
Foi nesse momento que Jhonatas começou a entender melhor como funcionava a criação de sistemas e aplicativos. A partir dali, ele passou a estudar com mais frequência.
A prática constante ajudou a abrir portas. Com o tempo, ele se sentiu preparado para tentar uma vaga na área, mesmo sem experiência profissional anterior.
Ensinar virou parte da rotina
Desde o início de 2026, Jhonatas dá aulas para quatro turmas de adolescentes, todas no formato online. Ele ensina lógica de programação e linguagem Python, acompanhando de perto o desenvolvimento dos alunos.
As aulas também são um espaço de troca. Enquanto ensina, ele segue aprendendo e aprofundando o próprio conhecimento.
“Na minha visão, a melhor forma de aprender é ensinando. Ainda tenho muito a aprender e pretendo entrar na faculdade para me aprofundar ainda mais”, afirmou.
Projetos e novas experiências
Além das aulas, Jhonatas também se envolveu em projetos na área. Um deles foi o desenvolvimento de um jogo educativo, criado com um colega.
O projeto utiliza inteligência artificial para ajudar no ensino de idiomas, com foco na pronúncia. A iniciativa foi apresentada em um evento em Brasília, ampliando o contato com outras experiências na área.

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