Tratamento inovador contra câncer de intestino: pacientes estão há 3 anos sem a doença

Um tratamento inovador contra o câncer de intestino, ainda em estudos, fez a doença desaparecer em pacientes. Eles estão sem recidivas há 33 meses, quase 3 anos, e não fizeram quimioterapia.
Os pacientes foram tratados com o medicamento imunoterápico pembrolizumabe antes da cirurgia, em vez de quimioterapia após a cirurgia. Os resultados iniciais indicaram que 59% dos pacientes não apresentaram sinais da doença depois disso.
“Ver que nenhum paciente apresentou recorrência do câncer após quase três anos de acompanhamento é extremamente encorajador e reforça nossa confiança de que o pembrolizumabe é um tratamento seguro e altamente eficaz para melhorar os resultados em pacientes com câncer de intestino de alto risco”, disse o Dr. Kai-Keen Shiu, pesquisador principal do estudo do UCL Cancer Institute e oncologista clínico consultor do UCLH.
Onde está sendo feito
Os resultados do ensaio clínico NEOPRISM-CRC, foram feitos pela University College London e o UCL Hospital.A descoberta promissora será apresentada este mês na Reunião Anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR).
Christopher Burston, de 73 anos, disse que, três anos após o tratamento, retomou suas atividades normais e continua comparecendo a consultas de acompanhamento regulares.
“A recuperação correu bem. Não tive nenhum problema. E desde então, tenho me sentido praticamente normal. Me sinto muito sortudo por ter chegado ao ponto em que meu principal problema é a idade, e não o câncer ou qualquer outra doença”, disse o paciente.
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Como é novo tratamento experimental
Para conseguir os resultados animadores, os cientistas alteraram o tipo do medicamento e o período de administração e conseguiram melhorias substanciais em relação à combinação anterior. Isso levou uma redução significativa do tumor em pacientes com câncer de intestino em estágio 2 ou 3.
Os pesquisadores também desenvolveram exames de sangue personalizados que podem mostrar precocemente se o tratamento funcionou e se ainda há vestígios de câncer na corrente sanguínea.
“O que é particularmente empolgante é que agora podemos prever quem responderá ao tratamento usando exames de sangue personalizados e perfis imunológicos”, acrescentou o Dr. Shiu.
Casos da doença
O câncer de intestino é o quarto tipo de câncer mais comum no Reino Unido, com 44 mil casos por ano. Nos Estados Unidos, o câncer de intestino (também conhecido como câncer colorretal) é o terceiro tipo de câncer mais diagnosticado e a segunda principal causa de morte relacionada ao câncer, em homens e mulheres.
Para adultos com menos de 50 anos, é atualmente a principal causa de mortalidade relacionada ao câncer.
Normalmente, 25% dos pacientes submetidos à cirurgia padrão e à quimioterapia pós-operatória apresentam recidiva após 3 anos, mas este estudo sugere que um curto ciclo de imunoterapia antes da cirurgia pode proporcionar um controle do câncer mais duradouro e de longo prazo para casos de alto risco.
Descobrir mais cedo ajuda
Quando o câncer é detectado precocemente, as chances de resultado positivo são altas.
Nove em cada dez pacientes tratados para câncer de intestino em estágio 1 sobrevivem por cinco anos ou mais, mas subtipos específicos de tumores não respondem tão bem ao tratamento e têm maior probabilidade de recidiva.
A sobrevida em cinco anos cai para 65% no estágio 3 e para 10% no estágio 4 do câncer de intestino.
Como foi feito o estudo
O estudo NEOPRISM-CRC recrutou 32 pacientes com câncer de intestino em estágio 2 ou 3 e um determinado perfil genético (câncer de intestino com deficiência de MMR/MSI-alto), presente em cerca de 10% a 15% dos pacientes com câncer de intestino, em 5 hospitais do Reino Unido.
Os pacientes receberam até 9 semanas de pembrolizumabe antes da cirurgia intestinal, em vez do tratamento usual de cirurgia seguida de 3 a 6 meses de quimioterapia, com posterior monitoramento ao longo do tempo.
“Como equipe de pesquisa, ficamos muito satisfeitos por poder acompanhar os pacientes de perto usando os exames de sangue personalizados”, afirmou Yanrong Jiang, autor do estudo e estudante de doutorado clínico no Instituto de Câncer da UCL.
“Quando o DNA tumoral desapareceu do sangue, os pacientes apresentaram uma probabilidade muito maior de não terem mais câncer, e isso corresponde aos resultados de longo prazo que estamos observando agora”, concluiu.

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