Conheça a influencer de Libras de 11 anos: ela é ouvinte e traduz músicas para surdos; vídeo

Uma menina de 11 anos, moradora de Piripiri, no Norte do Piauí, passou a aprender Língua Brasileira de Sinais (Libras) por conta própria e hoje publica vídeos nas redes sociais traduzindo mensagens e músicas. O conteúdo é voltado principalmente para pessoas surdas.
A iniciativa começou em 2025, quando Ana Melyssa percebeu a dificuldade de comunicação com um vizinho surdo. A partir disso, buscou vídeos na internet para entender os sinais básicos e começou a praticar no dia a dia.
Com o tempo, a atividade ganhou espaço nas redes sociais e também na escola. A menina, que é ouvinte, afirma que pretende seguir na área e se tornar intérprete de Libras.
Interesse começou no cotidiano
O contato inicial com a Libras aconteceu de forma espontânea. Segundo a mãe, Leiliane Melyssa, a filha quis responder a um cumprimento feito por um vizinho, mas não sabia como.
“Foi a partir do momento que ela viu o rapaz que é surdo desejar boa noite e ela não saber responder. Daí, ela foi ver os vídeos de como se comunicar com ele”, contou ao G1.
Sem frequentar cursos formais no início, Ana passou a assistir conteúdos online e a repetir os sinais. O aprendizado foi sendo construído com base na observação e na prática.
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Aprendizado
Há mais ou menos um mês, Ana Melyssa começou a frequentar a Associação dos Surdos de Piripiri (Aspiri). No local, ela convive com pessoas surdas e com intérpretes, o que ampliou o contato com a língua.
De acordo com o presidente da associação, Adonilson Gomes, a menina ainda não fez curso formal, mas evolui com a convivência direta. “A Melyssa começou a participar agora em abril. Ela aprende com o contato direto com os surdos”, explicou.
O vizinho que incentivou Ana a começar também participa das atividades da associação.
Produção de conteúdo nas redes
Além do aprendizado presencial, Ana mantém uma rotina de gravação de vídeos. Nas redes sociais, publica traduções de músicas, saudações simples e poemas em Libras.
A proposta é adaptar conteúdos conhecidos para a língua de sinais, facilitando o acesso de pessoas surdas. Os vídeos têm formato curto e são gravados de forma simples.
Na escola, a estudante já participou de apresentações como intérprete. Em um dos registros publicados, ela traduz um poema durante um evento realizado na Unidade Escolar Padre Freitas.
Futuro como intérprete
Depois do primeiro contato com a Libras, Ana passou a considerar a possibilidade de trabalhar como intérprete no futuro. A ideia surgiu com o avanço no aprendizado e com a participação em atividades práticas.
Segundo a mãe, o interesse continua crescendo à medida que a menina tem mais contato com a comunidade surda e com novos conteúdos.
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