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STF acaba com aposentadoria compulsória remunerada para juízes e magistrados condenados

Rinaldo de Oliveira
27 / 05 / 2026 às 09 : 23
A Primeira Turma do STF acabou por unanimidade com a aposentadoria compulsória remunerada para juízes e magistrados, que existia desde 1979. - Foto: Pixabay
A Primeira Turma do STF acabou por unanimidade com a aposentadoria compulsória remunerada para juízes e magistrados, que existia desde 1979. - Foto: Pixabay

Fim da mamata que existiu durante 47 anos: acabou a aposentadoria compulsória remunerada para juízes e magistrados que forem condenados por crimes graves. Eles vão perder cargo e também o salário.

A vergonhosa aposentadoria compulsória foi derrubada nesta terça, 26, pelo STF, Supremo Tribunal Federal, em Brasília.

Esta era a penalidade máxima aplicada a juízes e magistrados coniventes com crimes: um gordo salário para se afastarem das funções, algo que parecia mais um prêmio do que uma punição.

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126 já foram beneficiados

Nos últimos 20 anos, 126 magistrados foram aposentados compulsoriamente por infrações graves como venda de sentenças, assédio moral e sexual, e benefícios indevidos a integrantes de facção criminosa. Chega!

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade acabar com esse escárnio.

Os ministros confirmaram o entendimento de uma decisão individual do ministro Flávio Dino, relator do caso, e rejeitaram um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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A decisão do ministro

Em março deste ano, Dino determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá aplicar a perda do cargo de magistrado, e a consequente perda de salário, como a maior punição por violações disciplinares.

“A vitaliciedade não significa que alguém ingressa no reino dos céus de beca e de capa. Não ingressará nessa condição. Não será chamado de meritíssimo. Lá a roupa não é preta, é branca. A vitaliciedade significa tão somente que há perda do cargo, porém com sentença judicial transitada em julgado”.

No julgamento desta terça, a única divergência foi do ministro Cristiano Zanin, que discordou da tese de que os casos de perda de cargo após a decretação da aposentadoria compulsória devam tramitar no Supremo, como defenderam os colegas.

Não vale para o STF

A avaliação da maioria da turma é de que as decisões do CNJ nos casos de perda de cargo precisam ser referendadas pelo STF, já que o cargo de juiz é vitalício.

A medida vale para juízes e ministros de todos os tribunais, menos do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Primeira Turma do STF acabou com a aposentadoria compulsória remunerada para juízes e magistrados condenados por crimes graves. - Foto: Antonio Augusto/STF
A Primeira Turma do STF acabou com a aposentadoria compulsória remunerada para juízes e magistrados condenados por crimes graves. – Foto: Antonio Augusto/STF
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