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Brasil desenvolve stent de resina para baratear custo de tratamento cardíacos

Lorena Fassina
17 / 06 / 2026 às 12 : 47
O stent de resina desenvolvido na Unicamp é mais barato, melhora a recuperação dos pacientes e é absorvidos pelo corpo em 2 anos. - Fotos: Unicamp
O stent de resina desenvolvido na Unicamp é mais barato, melhora a recuperação dos pacientes e é absorvidos pelo corpo em 2 anos. - Fotos: Unicamp

Vai Ciência! Pesquisadores brasileiros desenvolveram um stent biodegradável, de resina, feito em impressora 3D, que pode revolucionar os tratamentos cardíacos no futuro.

A tecnologia criada na Universidade Estadual de Campinas promete reduzir custos, melhorar a recuperação dos pacientes e evitar problemas causados pelos modelos metálicos tradicionais. Esses dispositivos bioabsorvíveis se dissolvem no organismo após a cicatrização e liberam óxido nítrico, evitando novos entupimentos e inflamações.

Os novos stents intracoronários desenvolvidos por cientistas do Instituto de Química da Unicamp  podem ser absorvidos pelo próprio organismo em até dois anos.

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Inovação brasileira

A inovação representa um avanço importante na medicina cardiovascular brasileira.

Atualmente, muitos stents usados em tratamentos cardíacos são feitos de metal e permanecem no corpo permanentemente. Embora salvem vidas, esses dispositivos podem causar complicações em alguns casos por causa da rigidez e da presença contínua no organismo.

Os pesquisadores brasileiros buscam justamente resolver esse problema.

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Resultados animadores

Além de serem biodegradáveis, os novos stents também foram projetados para liberar óxido nítrico, substância que ajuda na regeneração celular e melhora a recuperação dos vasos sanguíneos.

A tecnologia ainda está em fase inicial de pesquisa, mas os resultados já são considerados bastante promissores pelos cientistas.

Outro ponto importante é o custo.

Bem mais barato

Hoje, tratamentos com stents podem variar entre R$ 1.200 e R$ 10 mil, dependendo do modelo utilizado. A expectativa é que a nova tecnologia brasileira ajude a reduzir esses valores no futuro e facilite o acesso de mais pacientes aos procedimentos cardíacos.

Nas redes sociais, muita gente comemorou o avanço científico nacional.

“Orgulho da ciência brasileira”, comentou uma internauta. Outro seguidor escreveu: “Isso pode salvar muitas vidas”.

Tecnologia 3D

O uso da impressão 3D na medicina vem crescendo no mundo inteiro porque permite criar dispositivos personalizados, mais eficientes e potencialmente mais acessíveis.

Antes de chegarem aos hospitais, porém, os novos stents vão ter que passar por testes clínicos rigorosos para comprovar segurança e eficácia em pacientes.

Mesmo assim, o desenvolvimento já é visto como um passo importante para o futuro da cardiologia e mostra como a ciência brasileira segue produzindo soluções inovadoras capazes de melhorar a vida de milhares de pessoas.

Os stents de resina desenvolvidos na Unicamp são mais baratos, melhoram a recuperação dos pacientes e são absorvidos pelo corpo humano em 2 anos. - Fotos: Unicamp
Os stents de resina desenvolvidos na Unicamp são mais baratos, melhoram a recuperação dos pacientes e são absorvidos pelo corpo humano em 2 anos. – Fotos: Unicamp
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