Terapia contra câncer leva 5 pacientes com lúpus à remissão e devolve sonhos: “minha vida mudou”

Que notícia boa! Uma terapia já conhecida contra o câncer está funcionando também para pessoas com lúpus, que convivem há anos com a doença autoimune. Um estudo realizado no Reino Unido mostrou que o tratamento genético inovador levou cinco pacientes à remissão, permitindo que eles retomassem sonhos, viagens e atividades que antes pareciam impossíveis.
O avanço é emocionante. Uma das pacientes, Katie Tinkler, conseguiu realizar o sonho de esquiar pela primeira vez após a melhora. Ela também voltou a dançar e participou do casamento da filha depois de anos sofrendo com as limitações severas causadas pela doença.
A terapia para lúpus utiliza a chamada CAR T-cell, tecnologia genética revolucionária que já vem sendo usada com sucesso no combate ao câncer. Agora, pesquisadores acreditam que ela também pode representar um enorme passo no tratamento de doenças autoimunes. O estudo foi conduzido pela University College London Hospital (UCLH) com pacientes que sofriam de nefrite lúpica, uma das formas mais graves da doença.
Como funciona a terapia
O lúpus é uma doença inflamatória crônica que faz o sistema imunológico atacar os tecidos saudáveis do próprio corpo e pode afetar a pele, as articulações, rins, o sangue e o cérebro. O paciente tem dores musculares generalizadas, rigidez, inchaço nas articulações, fadiga, febre e lesões na pele.
E os cientistas estão usando contra a doença a terapia CAR T-cell, que funciona a partir da retirada de glóbulos brancos do próprio paciente. Essas células recebem uma modificação genética em laboratório para serem “reprogramadas”.
Depois, elas voltam ao organismo preparadas para corrigir falhas do sistema imunológico. No câncer, a técnica ajuda o corpo a reconhecer e destruir células malignas. Já no lúpus, o objetivo é impedir que o sistema imunológico ataque órgãos saudáveis, como rins, pulmões, coração e articulações.
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Resultados “revolucionários”
Dos nove pacientes tratados, cinco entraram em remissão em apenas três meses e permaneceram estáveis durante os 11 meses de acompanhamento.
Os cientistas consideraram os resultados “revolucionários”. Segundo o professor Karl Peggs, diretor do centro de pesquisa biomédica do UCLH, a descoberta pode mudar completamente o futuro do tratamento da doença.
“Essas descobertas são realmente inovadoras e oferecem nova esperança para pessoas que vivem com lúpus”, afirmou. Ele explicou que, se os resultados forem confirmados em estudos maiores, a possibilidade de cura pode deixar de ser algo distante.
Vida transformada
Katie contou ao The Guardian que, antes da terapia, os pulmões, os rins e coração dela estavam se deteriorando rapidamente. Hoje, ela diz que vive uma realidade completamente diferente.
“Minha vida de dois anos atrás comparada com agora é irreconhecível. Eu me sinto abençoada”, declarou.
Além de permitir novas experiências, a melhora devolveu qualidade de vida e independência aos pacientes.
Próximos passos
Agora, pesquisadores continuam monitorando os participantes e esperam ampliar os estudos nos próximos anos.
A expectativa é que a terapia para lúpus represente um novo capítulo no tratamento de doenças autoimunes e devolva esperança a milhões de pessoas no mundo inteiro.
Vai ciência!

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