Funcionária de funerária salva bebê dado como morto no hospital e emociona família em SP

ATUALIZAÇÃO DA MATÉRIA: LEIA AQUI. Um milagre! A funcionária de uma funerária salva a vida de um bebê de um mês, dado como morto pela Santa Casa de Rio Claro (SP). Quando foi retirar o corpo da criança, ela percebeu que o Noah ainda apresentava sinais vitais e avisou imediatamente a equipe do hospital, que correu para reanimar o bebê.
A heroína sem capa, que não teve o nome divulgado, descobriu que a criança estava viva quase duas horas depois que o óbito dela foi constatado pela equipe médica.
Para os pais, foi um milagre, justamente no dia em que estava marcado para a criança prematura nascer: “Na quarta-feira ele completava um mês de vida. Hoje, para nós, ele tem apenas dois dias. Deus soprou vida novamente no nosso Noah”, disseram os familiares.
Como aconteceu
Segundo a Santa Casa, após a constatação do óbito, o Noah permaneceu por aproximadamente uma hora na UTI Neonatal para os procedimentos legais e o acolhimento da família.
Em seguida, foi encaminhado ao setor onde aguardaria a retirada pela funerária escolhida pelos pais.
Por sorte, a visão atenta e a experiência da funcionária da funerária mudou tudo. Noah foi reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e voltou a receber cuidados intensivos.
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Emoção coletiva
O caso emocionou a família e mobilizou os profissionais de saúde, que agora acompanham a recuperação do menino. Ele foi transferido para um hospital especializado da Universidade de São Paulo (USP), em Bauru, no interior do Estado.
Noah nasceu prematuro, em 15 de junho, com fenda palatina, uma malformação congênita caracterizada por uma abertura no céu da boca, que pode afetar a alimentação, a fala, a audição e o desenvolvimento dentário. Desde o nascimento, ele permanecia internado na UTI Neonatal enquanto aguardava uma vaga para tratamento especializado.
Na última quarta-feira (15), justamente no dia em que completava um mês de vida, Noah sofreu uma parada cardiorrespiratória. A equipe médica iniciou imediatamente as manobras de reanimação, que duraram cerca de 45 minutos, seguindo os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Mas após as tentativas, o óbito foi constatado e o milagre veio 2 horas depois.
O que diz o hospital
Em nota oficial, a Santa Casa de Rio Claro informou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos e que não identificou qualquer falha assistencial ou procedimento que pudesse ser revisto diante das evidências existentes naquele momento.
O hospital ressaltou que o protocolo brasileiro para constatação de óbito é reconhecido pelo elevado rigor e segurança e destacou que a médica responsável pelo atendimento possui 14 anos de experiência em neonatologia. A instituição também afirmou que respeita as diferentes interpretações sobre o episódio e reconheceu o impacto causado entre familiares e profissionais de saúde.
Na própria nota oficial, a Santa Casa reconheceu que, para muitas pessoas envolvidas no caso, inclusive profissionais da saúde e familiares, o episódio é compreendido como “um verdadeiro milagre”, embora a instituição reafirme seu compromisso com a ciência, a ética e a transparência.
A mãe não culpa o hospital. Ela disse que o Noah foi bem atendido durante os 32 dias em que esteve internado na Santa Casa e que não houve negligência médica. “Eu vi, inclusive, a hora do acontecido, como a doutora ficou, o quanto ela lutou para tentar reanimar ele”.
Agora, o foco é a recuperação
Nesta sexta-feira (17), Noah foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP), conhecido como Centrinho, em Bauru, onde dará continuidade ao tratamento da fenda palatina.
Enquanto acompanha a recuperação do filho, a família iniciou uma campanha para ajudar com os custos de hospedagem e alimentação, durante o período em que permanecerá na cidade.
A Chave Pix é 419.003.688-97, em nome de Letícia C. Cruz, a mãe do Noah.
Além das doações, os pais também pedem orações para que o menino continue evoluindo.

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